Dia Nacional de Combate ao Fumo

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Especialista adverte: 50 doenças podem ser evitadas com a prevenção do tabagismo

Imagine uma única medida preventiva capaz de reduzir a incidência de 50 doenças? Segundo o pneumologista Guilhardo Fontes Ribeiro, esta medida é a prevenção do tabagismo, que pode, potencialmente, proteger a saúde da família, particularmente das crianças, além de evitar danos ambientais. “A prevenção está intimamente ligada ao esclarecimento através de campanhas educativas na saúde, a população precisa ter continuamente acesso a essas informações”, destaca o especialista.

Para orientar a população e tirar dúvidas sobre tabagismo, no próximo dia 29 de agosto, a partir das 8 horas, o pneumologista Guilhardo Fontes Ribeiro, a convite da Secretaria Municipal de Saúde, fará uma palestra sobre o tema “Prevenção do Tabagismo e Vida Saudável”, aberta à comunidade, no Posto de Saúde Orlando Imbassahy, no Bairro da Paz. No local, haverá também, das 8h às 12h, realização de espirometria (exame que avalia a função pulmonar/capacidade respiratória) para fumantes acima dos 40 anos, com o objetivo de diagnóstico precoce de algumas das principais doenças pulmonares relacionadas ao fumo.

A dependência à nicotina obriga os fumantes a se exporem cronicamente à cerca de 4.720 substâncias tóxicas, fazendo com que o tabagismo seja um fator causal de aproximadamente 50 doenças, entre elas, vários tipos de câncer (pulmão, laringe, faringe, esôfago, estômago, pâncreas, fígado, rim, bexiga, colo de útero), doenças do aparelho respiratório DPOC (enfisema e bronquite crônica), asma, infecções respiratórias, doenças cardiovasculares (angina, infarto agudo do miocárdio, hipertensão arterial, aneurismas, acidente vascular cerebral, tromboses). “Além dessas doenças, o tabagismo causa envelhecimento precoce e pode provocar problemas de infertilidade, impotência sexual masculina e halitose”, acrescenta o médico Guilhardo Ribeiro Fontes.

O tabagismo atinge também os não fumantes, os denominados fumantes passivos, com grande repercussão principalmente na saúde das crianças e idosos.

“Nosso objetivo atual é manter a população cada vez mais esclarecida, principalmente para desestimular os jovens a iniciação do fumo e alertar os fumantes das vantagens pessoais e coletivas do tratamento desta grave doença”, explica o médico. “O fato é que a nicotina desencadeia uma séria dependência química e psicológica e o tratamento exige apoio familiar, força de vontade e ajuda médica”, afirma o especialista.

Segundo dados da pesquisa Vigilância de fatores de risco e proteção para doenças crônicas por inquérito telefônico (Vigitel 2010), do Ministério da Saúde, o Brasil tem avançado no combate ao tabagismo, mas é preciso progredir ainda mais. Entre 2006 e 2010, a proporção de brasileiros fumantes caiu de 16,2% para 15,1%. Na população masculina, o hábito de fumar caiu de 20,2% para 17,9%, entre 2006 e 2010. Entre as mulheres, o índice continua estável em 12,7% no período levantado.

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