Construção Civil lidera geração de empregos na Bahia

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A construção civil foi o setor que registrou contribuição mais efetiva para o desempenho do mercado de trabalho baiano no primeiro semestre de 2010, superando em 62,3% o desempenho verificado no igual período do ano passado. A informação consta do Boletim Especial do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged/ MTE) sobre Construção Civil, realizado pela Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), autarquia da Secretaria Estadual do Planejamento (Seplan).

De acordo com os dados analisados pela autarquia, a construção civil gerou 17.547 postos de trabalho no primeiro semestre do ano, o que significa aproximadamente 28,6% das 61.334 vagas de emprego formal registradas no mercado baiano, no acumulado de janeiro a junho.

A dinâmica da construção civil nos primeiros seis meses do ano foi resultante do saldo positivo da contratação de 75.577 pessoas, contra a demissão de 58.038 trabalhadores do setor. Dos três subsetores que integram o ramo, o que mais gerou empregos foi a Construção de edifícios (13.515 postos ou 77,0% de todos os postos do setor). Na segunda posição encontra-se o subsetor de Obras de infraestrutura, com a criação de 2.734 postos de trabalho. Logo na sequência, o subsetor Serviços especializados para a construção, com saldo de 1.409 empregos.

Salvador liderou o ranking, com a geração de vagas 9.438 vagas de trabalho. O subsetor de maior destaque foi o de Construção de edifícios, com 7.607 postos. O município de Camaçari ocupou o segundo lugar, com 2.034 vagas, sendo o subsetor de Obras de infraestrutura o que mais alavancou a geração de novas oportunidades de emprego (1.506 vagas).

O município de Feira de Santana vem em seguida, com o total de 1.754 vagas criadas no setor, as quais estavam concentradas no subsetor de Construção de edifícios (1.581 vagas). Na sequência, Vitória da Conquista aparece com 1.005 vagas, quase que integralmente geradas no subsetor de Construção de edifícios (964 vagas).

As informações constantes do Caged apontam que o volume de empregos gerado pela Construção civil baiana, em terceiro no ranking nacional, foi superado apenas pelos saldos de contratações e desligamentos verificados em São Paulo (44.200 postos) e Minas Gerais (28.592 postos). “Quando compara-se os números do primeiro semestre de 2010 obtidos pela Construção civil baiana, com aqueles contabilizados em igual período do ano anterior, vê-se uma melhora substancial no período mais recente no que diz respeito à geração de vagas celetistas”, afirma o coordenador de Pesquisas Sociais da SEI, Laumar Neves.

De acordo com análise da SEI, o desempenho do setor no ano passado foi decisivamente afetado pela crise financeira internacional, por isso, o crescimento explosivo no comparativo 2009/2010. O economista da SEI acrescenta que o desempenho da construção no acumulado de janeiro a junho deste ano deixa claro que os eventuais contratempos da provocados pela desaceleração da economia global foram superados.

A concentração dos saldos de emprego na Construção civil no primeiro semestre de 2010 se deu nas empresas de menor porte em termos do número de empregados, portanto, as micro e pequenas empresas do setor. Do total de vagas abertas pela construção civil no estado no período, pouco mais da metade (9.392 vagas ou 53,5% do total) estavam nas empresas com até quatro empregados. As empresas de grande porte (acima de 100 empregados) contabilizaram um saldo de emprego da ordem de 4.227 postos de trabalho.

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