Bahia alcança estoque de quase dois milhões de empregos formais em 2009

Jornal Grande Bahia compromisso em informar.
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O mercado baiano fechou o ano passado com um estoque de aproximadamente dois milhões de empregos formais (1.999.632), o que significa uma alta de 7,47% em relação ao ano anterior. A informação faz parte da Relação Anual de Informações Sociais (Rais), divulgada recentemente pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) e analisada pela Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), autarquia da Secretaria Estadual do Planejamento (Seplan). O desempenho registrado no período significa um acréscimo de 138,18 mil empregos formais ao mercado de trabalho baiano no ano passado.

A Rais informa o estoque de empregos formais no país, contemplando todos os vínculos empregatícios (celetistas, estatutários, temporários e avulsos). A pesquisa consiste num registro administrativo de periodicidade anual e tem o objetivo de suprir as necessidades de controle, estatísticas e informações das entidades governamentais da área social. Também é um instrumento utilizado para o cumprimento das normas legais e dos direitos do trabalhador e de fundamental importância para o acompanhamento e a caracterização do mercado de trabalho formal.

De acordo com a Rais, em termos percentuais, o crescimento do mercado formal baiano em 2009 supera a média nacional. O país registrou, no período, um crescimento de 4,48% no volume de postos, com saldo de 1.765.980, o que resultou num estoque de 41.207.546 trabalhadores formais brasileiros no final de 2009.

Nos últimos nove anos foram criados 822,3 mil empregos na Bahia, o que representa um acréscimo de 69,8% ante ao estoque de 2000. O estado ocupa o primeiro lugar na geração de empregos formais no Nordeste em 2009, com saldo de 138,18 mil novas vagas, seguido por Rio Grande do Norte (30.036) e Alagoas (24.806). Em relação ao estoque total de empregos formais, o estado novamente ocupa o primeiro lugar na região, seguido por Pernambuco (1.399.997) e Ceará (1.236.261). O estoque total de empregos no Nordeste é de 7.422.186.

O diretor-geral da SEI, Geraldo Reis, destaca que “entre 2008 e 2009, a Bahia passou do sexto para o quarto lugar em termos de maior estoque de empregos formais no país. Vale destacar o desempenho da construção civil, setor de maior dinamismo no ano passado, ficando bem à frente dos demais segmentos na geração de postos”. As vagas formais geradas pela construção civil tiveram expansão de 30,23% em 2009, ante o ano anterior. Em seguida, o Comércio apresentou crescimento de 7,35%, a Indústria de Transformação, 7,05%, e os Serviços 7,02%.

Os dados componentes da Rais apontam que, do total de empregos formais gerados no estado no ano passado, 71,5% eram celetistas, ou seja, com carteira assinada. Ainda de acordo com o documento, o trabalhador formal do mercado baiano teve como remuneração média R$ 1.302,94 no período, contra R$ 1.181,83, em 2008. Já a remuneração média do trabalhador nordestino em 2009 foi de R$ 1.236,26.

No mercado baiano, a questão de gênero pesa na remuneração, tendo em vista que os homens (R$ 1.362,02) receberam remuneração maior que as mulheres (R$ 1.222,11), no ano passado. Os homens ainda ocuparam a maioria dos postos de trabalho formais gerados no Estado em 2009, sendo que 57,7% das vagas foram ocupadas por eles, contra a porcentagem de 42,3% de postos formais ocupados por mulheres.

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