Pesquisa da Deloitte traça os diferenciais da indústria de manufatura

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O trabalhador talentoso é considerado a chave para o sucesso para grande parte das empresas no mundo.

Na indústria de manufatura, a procura por trabalhadores cada vez mais talentosos e capazes de dar apoio à inovação, tem sido o fator chave para condução da competitividade global das empresas. Este é um dos principais resultados apontados no Global Manufacturing Competitiveness Index, pesquisa realizada anualmente pela Deloitte em parceria com o U.S. Council on Competitiveness com aproximadamente 400 executivos da indústria de manufatura.

A constatação do estudo sobre a crescente importância de se ter trabalhadores talentosos e devidamente instruídos para produção, se deu por conta de um sistema de classificação que foi gerado pelas respostas dos entrevistados, a partir do exercício de relacionar uma pontuação numerada de 1 a 10, no quesito importância, a uma lista de fatores que, na opinião deles, afetam a competitividade da indústria.

Enquanto os três primeiros itens permanecem relativamente estáveis em todos os países participantes, há uma variação em sua importância por região – especialmente no México e na América do Sul, que são as duas únicas áreas onde o talento não ficou em primeiro lugar. Lá, a primeira colocação ficou com o item qualidade de infraestrutura física.

Além de olhar para os fatores que afetam a competitividade, o relatório também usou as respostas para fazer um ranking das indústrias de manufaturas em 26 países, em dois períodos: hoje e nos próximos cinco anos. Para o cálculo, as respostas dos executivos foram padronizadas para ajustar ao potencial do país e viés cultural, bem como para o tamanho da empresa, que é dado de acordo com as receitas anuais (em dólares americanos).

“A pesquisa demonstra que os rumos são novos. A indústria está indo na contramão do que antes era julgado importante, ou seja, a mão-de-obra barata. Agora, estamos observando um novo ponto, a confiança nos profissionais capacitados do país. Mundialmente, os executivos da indústria e do governo vêem os profissionais talentosos como um dos seus maiores trunfos para torná-los competitivos”, analisa José Othon de Almeida, sócio-líder da Deloitte no Brasil para o atendimento das empresas da indústria manufatureira.

Não é nenhuma surpresa que os gigantes asiáticos como China, Índia e a República da Coréia dominem os índices de competitividade atual, mas é surpreendente que um segundo grupo de economias recém-chegado ganhe terreno em comparação a outras economias nacionais nos próximos cinco anos. Países como México, Polônia e Tailândia antes não eram considerados páreos para outros mais antigos como o Brasil e a Rússia.

Em contrapartida, as potências dominantes da indústria de manufatura do final do século 20 como os Estados Unidos, Japão e Alemanha se tornarão menos competitivas em cinco anos. E outras nações da Europa Ocidental serão igualmente desafiadas, especialmente na República Checa, Holanda, Suíça, Reino Unido, Irlanda, Itália e Bélgica, encontrando-se em situação mais dramática pela agitação contínua do Euro.

O relatório também solicitou aos entrevistados que identificassem as políticas nacionais que eles acreditam que contribuam para as vantagens ou desvantagens da competição nos negócios do seu país. Constatou-se que os chineses acreditam que seu governo faz com que a competitividade seja mais fácil, quando comparada aos entrevistados na Europa e nos Estados Unidos – que foram questionados sobre as políticas governamentais nas respectivas regiões. Em particular, as políticas do governo chinês de apoio à ciência, tecnologia e inovação estão no topo da lista das vantagens – identificada como uma das principais políticas vantajosas por quase 70 % dos executivos chineses que participaram do estudo.

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