Pesquisa avalia imagem do Senado

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Uma tendência de melhora na avaliação geral do Senado no primeiro semestre de 2010 foi identificada por pesquisa do DataSenado realizada, em maio, em 81 municípios de todas as regiões. Conforme o levantamento, 22% dos entrevistados avaliaram como “ótima ou boa” a imagem da instituição, enquanto 46% afirmaram ser “regular”. Uma parcela correspondente a 31% dos 1.278 entrevistados considerou a imagem como “ruim ou péssima”.

O DataSenado confirma tendência já constatada em outra pesquisa, do DataFolha, que adota metodologia diferente. Conforme o DataFolha, 44% dos entrevistados avaliavam como “ruim ou péssimo” o desempenho dos senadores e deputados em agosto de 2009 – número que caiu para 33% em março de 2010.

Para 67% dos entrevistados pelo DataSenado, as imagens dos parlamentares e do Senado como Casa legislativa são a mesma coisa. No entanto, para quase um terço dos entrevistados, as imagens são distintas e, nesse grupo, 13% consideram a imagem da Casa como mais negativa do que a dos parlamentares, enquanto 18% entendem justamente o contrário.

Renda e escolaridade

Conforme a pesquisa, a avaliação negativa da imagem do Senado tende a crescer conforme a renda e o grau de instrução. Entre quem ganha de cinco a dez salários mínimos, por exemplo, 35% dão avaliação de “ruim ou péssima” – número que aumenta para 70% na faixa com renda de mais de 20 mínimos.

Entre os que declararam escolaridade de nível médio, 31% deram nota “ruim ou péssima” para a imagem do Senado. Essa percepção negativa sobe para 42% nos que declararam ter curso superior.
A pesquisa foi realizada por telefone, entre pessoas com mais de 16 anos, no período de 4 a 14 de maio de 2010. Os resultados têm margem de erro de 3% para mais ou para menos.

Esforço

Ao comentar os resultados da pesquisa, o senador Eduardo Suplicy (PT-SP) disse, em entrevista, que o Senado realizou um esforço considerável para arrumar a Casa e adotar procedimentos mais adequados tanto na área administrativa quanto nos trabalhos legislativos.
Segundo Suplicy, em função dos diversos episódios de denúncias contra a instituição, houve uma mobilização do conjunto dos senadores no sentido de dar à Casa mais eficácia em seus atos, com maior empenho no exame dos projetos e na fiscalização dos atos do Poder Executivo, paralelamente à transparência nos atos administrativos.

Sobre Carlos Augusto 9515 Artigos
Carlos Augusto é Mestre em Ciências Sociais, na área de concentração da cultura, desigualdades e desenvolvimento, através do Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais (PPGCS), da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB); Bacharel em Comunicação Social com Habilitação em Jornalismo pela Faculdade de Ensino Superior da Cidade de Feira de Santana (FAESF/UNEF) e Ex-aluno Especial do Programa de Doutorado em Sociologia da Universidade Federal da Bahia (UFBA). Atua como jornalista e cientista social, é filiado à Federação Internacional de Jornalistas (FIJ, Reg. Nº 14.405), Federação Nacional de Jornalistas (FENAJ, Reg. Nº 4.518) e a Associação Bahiana de Imprensa (ABI Bahia), dirige e edita o Jornal Grande Bahia (JGB).