Israel fecha acordo para impedir que navio com ajuda da Líbia chegue a Gaza

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Jerusalém, 10 julho de 2010 (EFE).- Fontes do Ministério de Assuntos Exteriores de Israel informaram à imprensa local que o país chegou a um acordo com Grécia e Moldávia para impedir que um navio com ajuda humanitária fretado pela Líbia chegue à Faixa de Gaza.

Segundo as fontes, o ministro de Assuntos Exteriores israelense, Avigdor Lieberman, conseguiu o acordo com colegas da Grécia, Dimitris Droutsas, e da Moldávia, Lurie Leanca.

Os dois países se comprometeram com Lieberman a realizar esforços para impedir que o navio, de bandeira moldávia, abandone o porto grego no qual se encontra, de acordo com os sites dos jornais “Ha’aretz” e “Yedioth Ahronoth”.

O acordo prevê que o navio deve se comprometer a seguir para o porto egípcio de El Arish, próximo a Gaza, caso deixe a Grécia.

Ontem, houve a notícia de que um navio cargueiro fretado por uma organização islâmica presidida por Saif Gadafi, filho do líder líbio Muammar Kadafi, estava para zarpar de um porto grego para tentar romper o bloqueio israelense à Faixa de Gaza.

Israel também pediu à ONU para que impeça que o navio tente romper o bloqueio, alegando que já satisfez as exigências internacionais de abrir a faixa à livre entrada de produtos de consumo.

Em carta ao secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, a embaixadora israelense na entidade, Gabriela Shalev, exorta a comunidade internacional “a exercer sua influência sobre o Governo da Líbia para que demonstre responsabilidade e impeça a saída do navio”.

“Sob o direito internacional, Israel se reserva o direito de impedir que o navio viole o bloqueio naval imposto à Faixa de Gaza”, escreve Shalev.

Israel impôs um ferrenho bloqueio à Faixa de Gaza em 2007, quando o movimento islamita Hamas assumiu o controle desse território e expulsou os moderados aliados ao presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Mahmoud Abbas.

Um ano antes, após a captura do soldado Gilad Shalit por três milícias palestinas, Israel já tinha imposto medidas restritivas à livre passagem de pessoas e mercadorias procedentes ou com destino à Faixa.

No mês passado, o país suspendeu boa parte das restrições por conta das pressões internacionais pela morte de nove ativistas turcos na abordagem israelense a um grupo de seis navios que se dirigiam a Gaza com ajuda humanitária.

No entanto, o bloqueio terrestre, marítimo e aéreo continua, para impedir que armas cheguem às mãos das milícias palestinas.

Desde os dramáticos fatos do ataque à frota de seis navios, no último dia 31 de maio, várias organizações islamitas no Líbano e no Irã anunciaram que enviarão navios com ajuda humanitária para o território.

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