Holanda fica com o vice-campeonato da Copa do Mundo FIFA 2010

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Holanda fica com o vice-campeonato da Copa do Mundo FIFA 2010.
Holanda fica com o vice-campeonato da Copa do Mundo FIFA 2010.

Após chegar à grande decisão invicta – ao todo foram 25 jogos sem derrota e 14 vitórias consecutivas – a Holanda viu duas longas séries virarem pó neste domingo, em Johanesburgo. E no pior momento possível, a apenas quatro minutos do fim da prorrogação da final da Copa do Mundo da FIFA.

Determinada a fechar com chave de ouro a trajetória histórica iniciada em meados de 2008, a Laranja Mecânica acabou sofrendo uma derrota que mais uma vez lhe fez escapar das mãos o título mundial. Depois da Alemanha 1974 e da Argentina 1978, a Holanda ficou no “quase” pela terceira vez, para desespero de um choroso Wesley Sneijder e um arrasado Dirk Kuyt.

Bert van Marwijk e seus jogadores até tiveram algumas oportunidades de espantar a maldição do vice-campeonato e conquistar o tão esperado troféu, mas não as aproveitaram. “A Espanha teve mais chances, mas com um pouco mais de sorte poderíamos ter vencido”, lamentou o técnico holandês.

A seleção pragmática de ontem se tornou a azarada de hoje na ausência da sorte necessária para recompensar a devoção a um esquema de jogo marcado pelo selo do mago Van Marwijk. “Tivemos oportunidades de gol, mas o Casillas fez a diferença”, disse John Heitinga ao FIFA.com. O goleiro da Fúria, de fato, venceu dois duelos decisivos contra Arjen Robben no segundo tempo da partida. “É difícil de digerir, ainda mais porque levamos o gol a poucos minutos do fim”, declarou Robben.

As expressões dos holandeses eram o sinal mais eloquente do tamanho da decepção. “Eles tiveram mais chances do que nós”, admitiu Maarten Stekelenburg. “Após duas finais perdidas, queríamos muito vencer desta vez e entrar para a história. Chegamos com essa ambição. Perder desta maneira é duro.”

Orgulho apesar da derrota

O goleiro do Ajax deixou implícito que, de certa forma, pressentiu a iminente tragédia. “Não estava pensando nos pênaltis, porque precisava ficar muito concentrado no que ainda se passava em campo. Desde o início da prorrogação, senti os espanhóis pressionando bem mais.”

Logo em seguida, Andrés Iniesta justificaria a impressão do sucessor de Edwin van der Saar com um chute cruzado a quatro minutos da disputa de pênaltis. “Eu realmente achava que ir para os pênaltis nos deixaria com grandes chances de conquistar a Copa do Mundo, mas aquele gol foi muito difícil de engolir”, confessou Heitinga, expulso aos quatro minutos do segundo tempo da prorrogação.

Nesse mar de amarguras e lamentações, é raro encontrar pontos positivos. Mas, passada a tristeza, vem a hora do balanço final, de cabeça fria. “A seleção não tem motivos para se culpar, pois fizemos tudo o que era preciso para sermos campeões e podemos ficar orgulhosos da campanha e de tudo o que realizamos”, analisou Robben.

Na última partida da carreira, o capitão Giovanni van Bronckhorst também se mostrou “orgulhoso de fazer parte da seleção, apesar da derrota”. Em apenas algumas horas, todos voltarão para casa, sem terem tido tempo de refletir sobre tudo o que aconteceu. Em seguida, será hora de dizer: “E agora?”

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