Greves na Itália e Grécia contam com participação de jornalistas

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Após reunir mais de 20 mil pessoas em Roma contra a “Lei da Mordaça”, o movimento contra a “Lei da Mordaça”, coordenado pela Federação Nacional da Imprensa italiana (FNSI), promove nesta sexta-feira (09/07/2010) um “dia de silêncio” para protestar contra a medida promovida pelo Governo de Silvio Berlusconi para limitar o uso de escutas telefônicas em investigações policiais e punir jornalistas. Já na Grécia, o movimento sindical dos jornalistas aderiu à greve geral desta quinta-feira contra as medidas governamentais para conter a crise econômica que penalizam os trabalhadores.

O movimento dos jornalistas italianos iniciou-se já na quinta-feira, com a adesão à greve dos profissionais da imprensa escrita, o que fez com que vários jornais não estejam nas bancas nesta sexta-feira (9). A orientação é de que hoje haja paralisação dos serviços informativos de agências de notícias, TVs e rádios. O “Dia do Silêncio” é, na prática, uma “greve de notícias”. Já na semana passada, a mobilização contou com a adesão de milhares de pessoas – entre elas artistas e intelectuais – em mais de 20 cidades, principalmente em Roma, Turim e Milão.

Aprovada pelo Senado italiano no início de junho, a “Lei da Mordaça”, além de limitar as escutas telefônicas em investigações criminais, pune com prisão e multas jornalistas que publiquem conteúdos ligados a tais interceptações. Segundo a proposta, veículos de comunicação só podem publicar resumos dos processos judiciais baseados em escutas telefônicas ou que correm em segredo de justiça.

Para a medida passar a vigorar, tem que ser aprovada também pela Câmara dos Representantes. Segundo a imprensa italiana, o primeiro-ministro Silvio Berlusconi “ordenou” do Brasil – onde cumpriu agenda no final de junho – a agilização da tramitação da matéria, cuja discussão na Câmara dos Representantes está prevista para começar no dia 29 de julho.

A postura do primeiro ministro ao retornar da viagem ao Brasil e Panamá, contando piadas e propondo uma “greve leitores” contra o que ele classifica de desinformação na Itália, aumentou a tensão política contra seu governo, que vem sendo criticado pelas medidas de ajuste econômico propostas para os próximos dois anos e por tentar aprovar uma lei que garante imunidade a membros de seu gabinete acusados de envolvimento com corrupção.

Trabalhadores paralisam na Grécia

Na quarta-feira (07/07), a Grécia ficou paralisada pela sexta vez em 2010. Convocada unificadamente pelas centrais sindicais GSEE – do setor privado – e Adedy, que reúne trabalhadores do setor público, além da Frente Militante de Todos os Trabalhadores (PAME), do Partido Comunista grego, a greve de 24 horas atingiu os transportes urbano, aéreo, marítimo, ferroviário, serviços públicos de educação e saúde e as comunicações, em função do envolvimento dos jornalistas e técnicos no setor, com desdobramentos até esta sexta-feira.

O movimento sindical e popular combate o pacote de medidas anunciado pelo governo da Grécia para tentar conter os efeitos da crise econômica. O receituário aplicado pelo governo grego inclui, entre outras medidas, arrocho salarial, cortes nas aposentadorias e aumento da idade média para a aposentadoria em 65 anos como contrapartida ao anúncio de auxílio financeiro de 110 milhões de euros em três anos feito pelos países da comunidade européia e pelo Fundo Monetário Internacional.

A mobilização busca barrar a aprovação de tais medidas pelo parlamento grego.

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