Coração de Maria se une para garantir qualidade Socioambiental

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Diante dos diversos problemas sociais e ambientais visíveis no município, lideranças comunitárias de Coração de Maria estão se organizando para garantir a qualidade de vida da população, que já ultrapassa os 26 mil habitantes, sendo 70% residente na zona rural.

Problemas ambientais como degradação dos rios, desmatamento de remanescentes de Mata Atlântica, destinação indevida de resíduos sólidos e praga na produção agrícola, fizeram com que a população buscasse o apoio do Instituto do Meio Ambiente (IMA) para a realização da Oficina de Educação Ambiental e Sustentabilidade no município.

“Percebi a riqueza de conhecimento e das ações do IMA com as comunidades, em seminários ambientais que participei. Por isso, entrei em contato, solicitando a oficina”, afirma a coordenadora de educação ambiental da Escola Estadual Maria José Silveira, Maria Elisa Ferreira de Brito.

Ela elogia a metodologia adotada na oficina, lembrando que o “instituto vai até o interior e fala a linguagem do povo, identificação fundamental para o entendimento do assunto e a troca de conhecimento”. Para os participantes, a maioria representantes da zona rural, esse trabalho veio incentivar o interesse pelas questões ambientais e levou o conhecimento que eles precisavam para saber se posicionar diante dos desafios.

“Hoje em dia a gente nasce aprendendo e morre sem saber de tudo. Mas, quando se fala em meio ambiente, temos que procurar saber das coisas. Não posso tirar um cisco do olho dos outros se tem um cisco no meu. Agora que participamos desse curso podemos divulgar para outras pessoas”, diz o lavrador nativo José Cilírio dos Santos, com a sabedoria popular que lhe sobra, nos seus 57 anos.

Para Maura Onofre dos Santos, professora e agricultora, a oficina também trouxe avanços que poderão melhorar as condições dos rios do município. “Agora, não estamos mais só no pensamento. Acho que os avanços ambientais como o reflorestamento dos rios Pojuca e Paramirim irão realmente acontecer e isso é muito importante para o ecossistema e a cultura do povo, que pescava e tomava banho nesses rios”.

As Oficinas de Educação Ambiental e Sustentabilidade são promovidas e ministradas por técnicas do setor de Promoção de Conhecimento, Articulação e Participação Social (Procaps), que é vinculado à Diretoria de Estudos Avançados em Meio Ambiente (Deama), do IMA. Elas são itinerantes e, somente no primeiro semestre deste ano, já foram realizadas nos município de Bonito, Jaguarari e Coração de Maria.

Iniciativas pessoais disseminam educação ambiental no município

Assim como Maria Elisa Brito, que promove o contato dos alunos com a terra e a natureza na escola em que ela trabalha, outras educadoras vêm realizando trabalhos exemplares no município de Coração de Maria, disseminando o interesse dos alunos na preservação do meio ambiente.

Esse é o caso de Luciany Ribeiro, diretora do Colégio Estadual Rômulo Galvão, que desenvolve um projeto de permacultura, com a ajuda dos alunos. “Quintais Permaculturais é um projeto que nos faz repensar nossas práticas ambientais e como podemos contribuir com a melhoria de nosso meio”, explica, demonstrando o plantio realizado no quintal da escola.

Segundo Luciany, os projetos agroecológicos foram implantados há três anos no colégio, o que incentivou os alunos a aprender sobre compostagem, adubação natural e outras técnicas para o plantio de culturas complementares. “Os projetos promoveram um ‘salto’ na nossa escola. Os alunos são multiplicadores desse conhecimento e toda a comunidade escolar acaba se envolvendo”, enfatiza Luciany, que conta com a participação de alunos, pais, funcionários e parceiros do colégio na busca pela sustentabilidade.

Outro exemplo notável que tem contribuído para a melhoria da educação ambiental na zona rural do município é o trabalho realizado por Thaís Alencar Pinto, proprietária da Fazenda Boa Vista, em Coração de Maria, onde 100 jovens e crianças recebem aula de reforço escolar.

Ao lado da estrutura construída especialmente para a finalidade educacional, que é composta de salas de aula, biblioteca, banheiros e área de recreação, ela preserva aproximadamente 190 tarefas de floresta remanescente de Mata Atlântica.

“Acompanhamos o conteúdo didático das escolas e sempre que temos uma oportunidade aprofundamos o estudo sobre meio ambiente”, afirma Thaís Pinto, que além de oferecer a estrutura, material, professoras, transporte, farda e alimentação aos alunos, pretende ir além. “Falamos muito com eles sobre a importância de se preservar a mata e já determinei uma área para realizar o plantio de árvores nativas”.

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