Cai número de presos políticos em Cuba, mostra comissão

Brasília – O número de prisioneiros políticos em Cuba diminuiu 20% desde o começo do ano, registrando atualmente 167 presos por questões ideológicas. Os dados são da Comissão de Direitos Humanos do país. A instituição não oficial é tolerada pelo governo do presidente cubano, Raúl Castro. As informações são da agência BBC Brasil.

As informações vêm a público no momento em que a comunidade internacional pressiona pela libertação de Guillermo Fariñas.

Fariñas está internado em condição crítica em um hospital em Cuba, com risco de morte. Desde 24 de fevereiro, ele faz greve de fome na cidade de Santa Clara e recentemente surgiu um coágulo que ameaça a sua saúde.

No fim de semana, o presidente do Chile, Sebastián Piñera, orientou o Ministério das Relações Exteriores chileno a encaminhar pedido à Organização das Nações Unidas (ONU) para que interfira no caso.

A comissão informou que há atualmente 167 cubanos presos por motivos políticos. No fim do ano, eles chegavam a 201. O número é igual à metade do que existia na época em que o ex-presidente Fidel Castro passou o poder a seu irmão, há quatro anos.

O diretor da comissão, Elizardo Sánchez, afirmou que a redução no número de presidiários representa uma “mudança na forma como ocorre a repressão política”, com perseguições e intimidações substituindo longas sentenças de prisão. O relatório cita mais de 800 casos de pessoas detidas e liberadas sem acusações.

No documento da entidade há, porém, indicações de que o atual presidente de Cuba estaria disposto a libertar ainda mais dissidentes. Uma das razões que levaria a esse gesto é a repercussão internacional em torno da morte, em fevereiro, do preso político Orlando Zapata – que morreu depois de um longo período de greve de fome. A expectativa é de que o governo liberte 26 prisioneiros doentes.

*Com informações de  Graça Adjuto

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