Atentados contra espectadores da Copa deixam pelo menos 64 mortos em Uganda

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Nairóbi, 12 julho de 2010 (EFE).- Pelo menos 64 pessoas morreram nos dois atentados com bomba ocorridos em Campala onde espectadores viam ontem à noite pela televisão a final da Copa do Mundo entre Espanha e Holanda, informara hoje a imprensa ugandense.

As bombas explodiram em um clube de rugby, onde as pessoas viam o jogo em uma tela gigante ao ar livre, e em um restaurante de comida etíope, onde também se observava a final.

A princípio, o chefe da Polícia ugandense, Kale Kaihura, tinha dito que havia mais de 20 mortos, número posteriormente a contagem passou para meia centena, e que esta manhã se situava em 64 falecidos confirmados e cerca de 70 feridos.

Embora não tenha sido confirmada a autoria dos atentados, Kaihura apontou a milícia radical islâmica somali de Al Shabab, vinculada à Al Qaeda e que tinha ameaçado previamente atacar Uganda e outros países da região.

“Isto é um ato terrorista, isso está claro, e vocês conhecem as declarações de Al Shabab e Al Qaeda”, declarou Kaihura.

A Uganda, junto com Burundi, fornece tropas à Missão da União Africana na Somália, ameaçada por Al Shabab, que pretende derrubar o Governo apoiado pela comunidade internacional e controlar o país.

Durante o Mundial, Al Shabab e outras milícias radicais islâmicas proibiram na Somália os residentes das regiões sob seu controle ver os jogos pela televisão.

Se for confirmada sua autoria nestes atentados, seria a primeira vez que este grupo realiza atentados com explosivos fora da Somália.

Al Shabab, que conta com o apoio de centenas de combatentes estrangeiros da Al Qaeda, também pretende se estender por outros países do leste da África e criar um estado muçulmano radical de corte wahhabista. EFE

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