Ao Mercado Publicitário de Feira de Santana | Por Marcus Oliveira

Alfredo Marcus Moreira de Oliveira, publicitário.
Alfredo Marcus Moreira de Oliveira, publicitário.

Companheiros,

Ocupo este espaço para manifestar minha opinião contrária à matéria publicada na edição de junho/2010 da Revista da CENP e fazer justiça aos profissionais que atuam no mercado publicitário de Feira de Santana e, principalmente, àqueles que contribuíram para sua formação e posicionamento.

Acredito que por desconhecimento o Sr. Alex Pimentel (Dir. de Criação da Criatório), ao fazer uma analise superficial do mercado publicitário, cometeu injustiças ao afirmar na matéria que “O mercado publicitário até poucos anos era totalmente amador”.

Caro amigo isso não procede. O mercado publicitário de Feira de Santana foi formado por profissionais conceituados e talentosos como; Antonio Carlos Carvalho, Vivaldo Lima, Marcus Oliveira, Delman Aquino, Nivaldo Lima, Ciro, Denis, Sandra e tantos outros que por aqui passaram e atuaram como Fernando Passos, (Engenho) Alberto Miranda, (Vínculo) Fernando Barros (Propeg), Fernando Carvalho, (Publivendas) Jorge Randam, Esmeraldo Neto, Ruy Carvalho, Paulinho Diniz, Roque Tavares e muitos outros que com seriedade e profissionalismo conduziram a propaganda de Feira com ética e respeito ao anunciante.

Nesta época os anunciantes locais também ganhavam prêmios, regionais e nacionais, como Prêmio Colunista e Profissionais do Ano. O Grupo Falcão, a Prefeitura de Feira, Mendonça Supermercados, Refrigerantes Fryllar, Ottan Center Magazine e outros foram os laureados pelo profissionalismo e competência destes profissionais que de amadores não tem nada.

O “Profissionalismo” pelo qual o amigo se refere não ocorreu em 2000 com a chegada das faculdades de comunicação; que é outro equívoco, pois um profissional de propaganda não sai da faculdade pronto até porque lhe falta a experiência prática necessária. Lembre-se de que as agências de ontem e de hoje abriram suas portas para estagiários e para os recém formados.

Profissionais sem qualificação? Concorrência desleal contra quem? Quem reclama de concorrência desleal do meu ponto de vista está se colocando no mesmo patamar.

As “eu-agências” Não são AGÊNCIAS DE PROPAGANDA, são contatos de veículos e produtoras (gráfica ou vídeo) que possuem CNPJ e são colocados no mercado para prospectar clientes, daí a prática de sugerirem texto para rádio, layout para outdoor, anúncios para jornal, gráfica etc. Não discrimino estes profissionais, pois além de abocanharem uma boa fatia deste mercado, amanhã serão os futuros donos de agências como já se registra em nosso mercado.

Como profissionais devemos saber como nos diferenciar ou merecemos ser confundidos.
O “Boom do mercado publicitário” não se deu apenas com o crescimento do varejo e do mercado imobiliário ou acadêmico. As indústrias e o setor de telecomunicações passaram a investir também, mas o grande “Boom” teve seu inicio com a checada da Tv Subaé (Rede Globo) que promoveu e estimulou pequenos e médios anunciantes a investirem no mercado.

A ampliação dos serviços de produção áudio/visual resultou na redução de custos neste setor e permitiu uma melhor utilização destes.

Se o mercado evoluiu, as empresas, as agências e os veículos também a acompanharam, esta é a lei do mercado.

Para finalizar quero registrar meu apoio às agências filiadas ao CENP, porque tenho certeza de que não se filiaram apenas para ter o certificado para participar de premiações, conforme V.S. afirma. Considero esta afirmação uma indelicadeza e um desrespeito aos companheiros e ao CENP.

Nosso mercado esta crescendo porque todos contribuem de alguma forma para isso, não vamos fazer deste um discurso antimarketing.

Debrei….

*Marcus Oliveira, publicitário, diretor da Meio Comunicação e Marketing.

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