Presidente Lula: Não vou deixar esqueleto para quem vier depois de mim

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A alta popularidade do governo e o bom momento vivido pelo Brasil, interna e externamente, não vão diminuir a seriedade com que o País vem sendo dirigido, afirmou o presidente Lula em entrevista concedida na manhã desta quinta-feira (09/06/2010) à emissora de rádio FM Sergipe, logo que chegou à capital Aracaju. Ele reafirmou seu compromisso com a responsabilidade e garantiu que não deixará ‘esqueleto’ algum a seu sucessor.

Não vou deixar ‘esqueleto’ para quem vier depois de mim. Eu já estou pagando R$ 7 bilhões por ano de ‘esqueletos’ da Previdência, por conta do Plano Bresser, do Plano Verão, do Plano Collor… eu não quero deixar ‘esqueleto’. Eu quero é fazer as coisas acontecerem da melhor maneira possível. E não quero comprometer quem vier depois de mim. Eu quero que pegue um país mais acertado e com muito mais expectativa e esperança do que as pessoas tem do meu governo.

Segundo o presidente, o Brasil tem todas as condições de crescer de forma equilibrada nos próximos anos e dar uma melhor qualidade de vida à sua população, “basta que os governantes e a classe política aja com seriedade”, disse.

Não quero uma economia crescendo 10% num ano, 0% no outro, eu quero ela crescendo de 5 a 6% durante vários anos para que a gente possa dar a esse País o privilégio de se transformar na quinta ou quarta economia do mundo nos próximos 10 anos.

Lula disse ainda que a popularidade de seu governo, apontada por institutos de pesquisa retratam apenas o resultado de um trabalho sério que vem sendo feito pelo governo no comando do País, “sem fazer mágica na economia”. Por isso o Brasil vive esse momento especial, principalmente o Nordeste, que está crescendo mais do que a média nacional. E com mais 10, 12 anos de políticas contínuas de desenvolvimento na região, será criada a condição para que a região se transforme definitivamente para melhor.

E nós sabemos que é preciso fazer muitas vezes mais o que estamos fazendo para recuperar o atraso a que o Nordeste brasileiro foi submetido, porque durante grande parte do século 20 o Brasil se contentava em ter uma parte do Brasil rica, comparada a qualquer região da Europa, e outra parte do Brasil pobre comparada a qualquer outra região da África.

Durante a entrevista também falaram o ministro dos Transporte, Paulo Sérgio Passos, e o governador de Sergipe, Marcelo Deda, sobre as obras no trecho sergipano da rodovia BR 101. O fato novo, observaram – bem como o presidente – é que esta e outras obras não enfrentam mais problemas de falta de verba. Segundo Lula, nenhuma obra do PAC enfrenta esse tipo de problema.

Por isso a oposição ao seu governo está numa posição muito difícil, afirmou Lula. Com tantas e importantes obras de infraestrutura sendo feitas por todo o Brasil – como não se fazia desde o governo Geisel, em meados da década de 1970 -, a economia crescendo de forma robusta, o salário mínimo crescendo, o Brasil respeitado em todo o mundo, a geração recorde de empregos no País, sobra pouco para ser atacado pela oposição.

Eu acho normal que a oposição saia dizendo que ‘falta fazer isso, falta fazer aquilo’, é o papel dela. Mas a verdade é a seguinte: contra os números não se discute. Nós temos números para debater com qualquer candidato, qualquer governo. (…) Eu espero que a oposição não faça uma campanha raivosa, de baixo nível, fazendo aquele jogo rasteiro. Vamos fazer num nível alto, debater a economia, o desenvolvimento, inovação tecnológica, educação, que eu acho que o povo vai ficar muito mais satisfeito.

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