A Bahia quer e merece mais | Discursos de Paulo Souto na Convenção Nacional do PSDB

Paulo Souto.
Paulo Souto.

“Para os baianos de todas as regiões, esse momento significa o primeiro passo na retomada de um caminho que leva ao desenvolvimento econômico e social, e do qual o estado se afastou. Porque, nos últimos quatro anos, o que cresceu de forma substantiva na Bahia foram os índices de homicídios e de mortes por falta de atendimento nas unidades de saúde”

Meus amigos e minhas amigas da Bahia e de todo o país, Meu caro Serra, nosso futuro presidente da República,
Hoje é um dia histórico para a Bahia e para o Brasil.

Aqui, neste belo e generoso estado onde foram plantadas as primeiras raízes da identidade nacional, começamos agora uma nova caminhada em direção ao futuro. Ao futuro da Bahia, e ao futuro do país.

Aqui, Serra, nessa multidão aguerrida que soma a militância do Democratas e do PSDB, temos representada toda a riqueza humana e social da nossa terra. Aqui estão presentes a Capital e o interior. Temos aqui a Bahia do litoral e do sertão, do Recôncavo e do Nordeste, da Chapada e do São Francisco.

A Bahia que luta na aridez da caatinga e a Bahia que prospera com a força da nossa gente nas terras férteis do Oeste. Aqui estão representadas, e muito bem representadas, todas as bahias que convivem neste nosso grande estado.
E é em nome de todas essas bahias, de todos os homens e mulheres que dão alma e sentido a essa terra onde nasceu o Brasil, que saúdo o próximo presidente da República.

Começamos aqui, Serra, a escrever um novo capítulo da nossa história. Para os baianos de todas as regiões, esse momento significa o primeiro passo na retomada de um caminho que leva ao desenvolvimento econômico e social, e do qual o estado se afastou.

Para os brasileiros, significa a certeza de que podemos construir um país mais moderno e justo, livre da corrupção, do corporativismo e do intervencionismo estatal. Esses últimos anos em que vimos o Brasil desperdiçando oportunidades para dar um verdadeiro salto de modernização e desenvolvimento, foram especialmente cruéis para a Bahia.

Pois aqui, Serra, não conseguimos nem ao menos acompanhar o crescimento do Nordeste. Nos últimos quatro anos, o que cresceu de forma substantiva na Bahia foram os índices de homicídios e de mortes por falta de atendimento nas unidades de saúde – que não deixam de ser também uma forma de homicídio.

O que cresceu na Bahia foi o medo e a desesperança. O que cresceu entre nós foi a desilusão dos homens e mulheres que acreditaram nas promessas eleitorais e até hoje esperam pelo que foi prometido. Nesses últimos quatro anos, Serra, a Bahia perdeu o rumo.

Perdemos investimentos, perdemos prestígio nacional e estamos perdendo até nossa posição histórica de liderança regional no Nordeste. Perdemos, perdemos, perdemos…

Mas essa história de perdas, de promessas que não podem ser cumpridas, de omissão e incompetência começa a ser mudada hoje, aqui. E começa como devem começar as grandes transformações: com a união de esforços e com a confiança de que, juntos, podemos vencer qualquer dificuldade.

Reunimos aqui lideranças que durante anos estiveram separadas por diferenças políticas e partidárias. E todos sabemos como é difícil superar divergências acumuladas ao longo do tempo.

Mas hoje, aqui, diante dessa multidão em festa, estamos dando uma demonstração de que não há divergência capaz de se sobrepor ao nosso amor pela Bahia e à nossa luta por um Brasil melhor.

O que nos une aqui, nesse início de caminhada, não são as negociações espúrias de cargos e posições no governo.

O que move nossa união, nesse momento de arrancada, não são as verbas do Estado nem as ameaças de retaliação que pairam sobre quem ousa desafiar a máquina de cargos e propaganda instalada na Bahia e no Brasil.

O que nos une e nos move nesse momento é a certeza de que temos um compromisso do qual não podemos fugir. Um compromisso com o nosso estado e com a nossa gente. Porque o que estamos perdendo, na Bahia, é muito mais do que investimentos, posições econômicas e credibilidade nacional. O que estamos perdendo é o nosso futuro.

Receba mais uma vez, Serra, o abraço e o apoio de toda a Bahia. A partir de agora, e até o dia três de outubro, você terá em cada um de nós, em cada um dos milhões de baianos e baianas representados por essa multidão aqui presente, um militante desse novo Brasil.

Não haverá descanso para nenhum de nós. Vamos mobilizar nossas famílias, amigos, vizinhos e colegas de trabalho para essa grande caminhada cívica. Juntos, de mãos dadas com todas as pessoas de bem do nosso estado, vamos enfrentar e vencer o populismo, o jogo sujo e o uso desmedido do dinheiro público na propaganda de obras que muitas vezes não existem nem como projetos.

Juntos, Serra, de mãos dadas, começamos hoje a construir um novo tempo de desenvolvimento, liberdade, justiça e paz. Porque o Brasil tem pressa. E porque a Bahia quer e merece mais.

Muito obrigado a todos vocês. E vamos juntos, para a vitória.

*Paulo Ganem Souto, Governador da Bahia de 1995 – 1998 e 2003 – 2006

Nasceu no município de Caetité em 19 de novembro de 1943. Doutor em Geologia pela Universidade de São Paulo (USP), foi professor de geologia econômica da Universidade Federal da Bahia, durante 16 anos. Antes de entrar na política, trabalhou em emissoras de rádio como redator, comentarista esportivo e locutor.

Em 1975, assumiu a coordenação de produção mineral da Secretaria de Minas e Energia, cargo que ocupou até 1979. Esteve à frente da Secretaria de Minas e Energia do Estado da Bahia entre 1979 e 1986.

Entre 1991 e 1993, acumulou as funções de vice-governador e Secretário da Indústria, Comércio e Turismo no Governo de Antonio Carlos Magalhães. Chegou ao governo do Estado, pela primeira vez, em 1994 e voltou ao cargo em 2002, após passar quatro anos no Senado. Quando governador, comandou o processo de privatização no Estado.

Em 1996, concedeu à iniciativa privada o direito de explorar o sistema Ferry-boat, ligação marítima entre Salvador e Itaparica. No mesmo sentido, colocou em curso a privatização da Coelba, Bahiagás e Bahiafarma, além da concessão de estradas, como a Linha Verde.

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