Plenário – Julião Amin diz que família Sarney não economiza escândalos para ficar no poder

O suposto esquema de suborno a integrantes do PT do Maranhão em troca de apoio à reeleição da governadora Roseana Sarney (PMDB) é mais uma prova de que a família Sarney não economiza meios para se manter no poder, afirmou o deputado Julião Amin (PDT-MA).

Conforme reportagem publicada pela revista Veja desta semana, emissários do clã Sarney teriam oferecido de R$ 20 mil a R$ 40 mil a pelo menos quatro delegados petistas para mudarem suas opiniões e firmarem aliança com a governadora. Na convenção estadual do PT, em março, representantes do partido decidiram, por 87 votos contra 85, formalizar apoio à candidatura do deputado Flávio Dino (PCdoB-MA) ao governo local.

Segundo Amin, se não bastasse ter nomeado parentes por meio de atos secretos, agora o presidente do Senado e pai de Roseana, senador José Sarney (PMDB-AP), “quer que a filha permaneça como inquilina do Palácio dos Leões, para onde foi conduzida, há pouco mais de um ano, por força de um golpe jurídico do Tribunal Superior Eleitoral”.

No entendimento do deputado, a decisão do TSE de cassar, por quatro votos a três, o mandato do então governador Jackson Lago (PDT) – o que resultou no início da atual gestão de Roseana no estado – teria sido influenciada pelo presidente do Senado.

“A simples participação de Jackson Lago em uma reunião pública, no aniversário do município de Codó, transformou-se em crime eleitoral”, sustentou Julião Amin.

Censura – O parlamentar destacou ainda que a oposição enfrenta muitas dificuldades para manifestar suas ideias no Maranhão, especialmente em razão do controle que os Sarneys exercem sobre os meios de comunicação. “Cerca de 95% dos veículos pertencem a essa família. Não é fácil para a oposição sobreviver. Não sabemos nem mais a quem recorrer, porque parece até que o Maranhão não pertence à Federação”, relatou.

O deputado afirmou também que Roseana Sarney tem utilizado o poder midiático do clã para fazer “propaganda enganosa” de seu governo. “O Sistema Mirante de Comunicação, de propriedade da família da governadora, é quem embolsa grande parte dos recursos públicos destinados à comunicação oficial”, acrescentou.

Julião Amin concluiu que o governo de Roseana se assemelha a um território próprio: “O orçamento é dividido e distribuído entre o marido, o cunhado e os irmãos da governadora como se fosse partilha de patrimônio privado”.

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