Para Cristovam, Lula colocou Brasil no centro das decisões

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Senador diz que, mesmo que o acordo com Turquia e Irã não traga resultados concretos, postura de Lula rompeu hegemonia das potências nos assuntos internacionais

O senador Cristovam Buarque (PDT-DF) saudou em Plenário, na sexta-feira, o protagonismo do presidente Lula, ao lado do primeiro-ministro da Turquia, Tayyip Erdogan, para o acordo com o Irã, no qual este país se compromete a usar tecnologia nuclear apenas para fins pacíficos. Na sua avaliação, mesmo que o acordo não produza resultados concretos, o papel desempenhado pelo presidente coloca o Brasil no centro das discussões dos assuntos internacionais, historicamente monopolizadas pelas grandes potências.

Muitos aqui sabem que lamento muito que o presidente Lula não tenha escolhido ficar na história como o presidente que erradicou o analfabetismo no Brasil. Mas, com a mesma convicção, digo aqui que o presidente colocou o Brasil no cenário internacional, rompendo a barreira da hegemonia das grandes potências nos assuntos internacionais.

Cristovam observou que a iniciativa foi também positivamente destacada pelo jornal francês Le Monde, que levanta desconfianças sobre o cumprimento do acordo pelo Irã, mas reconhece que foi significativo o entendimento ter sido obtido por países que sempre ficam à margem das grandes decisões mundiais. Como salientou o jornal, um pequeno grupo de países sempre ditou as decisões, sobretudo depois da 2ª Guerra Mundial, cabendo aos demais seguir o que foi decidido.

As decisões que essas potências tomam já nos levaram à beira da tragédia, da catástrofe, da hecatombe nuclear. Tivemos Hiroshima e Nagasaki. As mesmas decisões ou omissões dessas grandes potências estão nos deixando hoje à beira da catástrofe ecológica, que pode fazer menos barulho do que a nuclear, mas pode ter consequências iguais e mais amplas até do que a catástrofe nuclear,observou Cristovam.

O senador considerou lamentável a reação das grandes potências diante do acordo. Segundo ele, ao invés de cobrarem do Irã realizações com base no acordo, até mesmo colocando novas condições, optam apenas por ameaças de sanções. Para ele, o objetivo é apenas “dobrar” todas as nações à vontade dos países mais desenvolvidos.

Com relação ao papel do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, Cristovam disse que não tem correspondido às ideias expressas em Audácia da esperança, livro escrito por Obama e que o senador considera “magistral”.

Parece que ele não está hoje usando a palavra esperança nem a palavra ousadia, usadas pelo presidente Lula e pelo primeiro-ministro da Turquia, afirmou Cristovam.

Finalmente, o senador sugeriu a Lula uma ousadia ainda maior: liderar um movimento mundial pela não proliferação das armas, acordo que vem sendo discutido entre as nações, mas que estaria parado há cinco anos.

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