OSBA faz concerto gratuito na igreja de São Francisco

A Orquestra Sinfônica da Bahia (Osba) dá continuidade à Série Mozart nas Igrejas, trazendo um novo programa para o público, nessa quarta-feira, dia 19 de maio de 2010, na Igreja de São Francisco (Terreiro de Jesus), às 20 horas, com entrada franca. Desta vez, o concerto terá a regência do maestro Eduardo Torres, e a participação especial do pianista e gestor artístico da orquestra, Ricardo Castro, do clarinetista Pedro Robatto e do violista norte-americano Richard Young, integrante do renomado Vermeer String Quartet. No repertório, duas peças do compositor austríaco Wolfgang Amadeus Mozart (1756-1791): Trio em Mi Maior, K. 498 “Kegelstatt-Trio” (para piano, clarinete e viola) e o Concerto para piano e orquestra em Ré Maior nº.26, K 537 – “da Coroação”.

A Série “Mozart nas Igrejas” é um dos projetos da Osba voltados para levar a música de concerto aos diversos espaços da Capital e outras cidades baianas. Nesse caso, têm sido escolhidos templos religiosos que são patrimônio artístico e cultural, como as igrejas de São Francisco, Catedral Basílica e N.S da Conceição da Praia, entre outras. A orquestra é mantida pela Secretaria de Cultura, com apoio da Fundação Cultural do Estado e Teatro Castro Alves.

Trio em Mi Maior, K. 498 “Kegelstatt-Trio” – Aos Trios para piano, violino e violoncelo poder-se juntar esta obra de diferente orgânico: o Trio para piano, clarinete e viola, em Mi Maior K 498, de 1786, provavelmente composto durante um jogo parecido com “boliche” (chamado por isso Kegelstatt-Trio), e tocado pelo próprio Mozart na viola, a sua aluna Franziska Jacquin no piano e o virtuoso de clarinete Anton Stadler, a quem mais tarde o compositor dedicaria o concerto para clarinete e orquestra K 622 e o quinteto K 581. Trata-se de uma página concebida na maior liberdade, sem pensar em um público ou em publicações, portanto sem virtuosismos e contrastes expressivos em favor de uma atmosfera íntima e bucólica, com singular atenção ao impasse sonoro dentro de uma disparidade tímbrica.

Concerto para piano e orquestra – Nos anos de 1787/78, tão importante na história criativa de Mozart (basta só pensar no nascimento da ópera Don Giovanni), aparece um único concerto isolado: o de nº. 26 em Ré Maior K 537, mais conhecido como concerto “da Coroação”, denominação, esta, que vem de uma execução da obra, pelo próprio compositor, em Frankfurt em 15 de Outubro de 1790, na ocasião das festas para a coroação do Imperador Leopoldo II de Absburg (segundo alguns historiadores, o concerto teria sido apresentado na corte de Dresden em Outubro de 1789).

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