Governo declara que futuro da agropecuária baiana já começou. Novas atividades produtivas são organizadas

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“A elaboração do Planejamento Estratégico da Agropecuária para os próximos 20 anos é o futuro que já começou. A virtude maior dessa iniciativa é a organização do setor agropecuário. A estruturação das cadeias produtivas permite a concentração de esforços econômicos e institucionais e a definição das prioridades. Deixamos de lado as ações dispersas e mudamos para a organização planejada da produção agropecuária”, afirmou a secretaria da Casa Civil, Eva Chiavon, durante o evento realizado nesta sexta-feira(28), no Hotel Pestana, onde foram instaladas mais 14 câmaras setoriais da agropecuária. Ela lembrou que o planejamento vai permitir maiores resultados, mais efetividade com menos esforços. Para o governador Jaques Wagner, que presidiu a cerimônia, ao lado do secretário da Agricultura, Eduardo Salles, a instalação das setoriais e a elaboração do planejamento para duas décadas representam “uma concepção de gestão”.

De acordo com o secretário Eduardo Salles, “a agropecuária, responsável por 24% do Estado, 37% das exportações e por 30% dos empregos gerados, é um setor dos mais importantes e não pode continuar a ter suas questões tratadas pontualmente. Não podemos viver apagando incêndios”. Por isso, afirma ele, “estamos com a criação das câmaras setoriais construindo o alicerce para planejar o setor para os próximos 20 anos”. Ele explica ainda que o grande diferencial é que o plano final, que deverá ser entregue ao governador Jaques Wagner em outubro deste ano, “não será um planejamento do governo. Será uma política pública de Estado, organizada com a participação e cumplicidade da sociedade, que os governos que nos sucederem terão que observar”.

Durante o evento, que contou com a presença da vice-governadora de Shandong, República Popular da China, Wang Suillan, foram empossados os membros titulares e suplentes das novas câmaras setoriais dos segmentos da Apicultura e Meliponicultura, Algodão, Seringueira, Cana de Açúcar e derivados, Mandioca, Café, Grãos, Pesca e Aqüicultura, Oleaginosas, Hortaliças, Silvicultura, Fruticultura, e Guaraná, além da câmara temática de Relações Internacionais e Comércio Exterior. Com as já organizadas câmaras do Cacau, do Leite, da Carne e das Fibras, a Seagri atinge o total de 18 câmaras setoriais, agregando 21 cadeias produtivas consideradas prioritárias.

As cadeias produtivas têm nas câmaras a instância neutra e adequada para a análise e identificação de prioridades de atuação do governo e de sua política de desenvolvimento harmônico para os diferentes segmentos da agropecuária, no contexto do planejamento estratégico.

Guaraná

Uma das novas cadeias produtivas é do guaraná, “uma iniciativa importante para o reconhecimento desta cultura na Bahia, maior produtor do Brasil e do mundo”, conforme afirma Daniela Magalhães, diretora do Departamento de Desenvolvimento Econômico da Secretaria da Agricultura do município de Taperoá, no Baixo Sul do Estado. “Com a criação da câmara, avançamos dez anos na nossa luta pelo reconhecimento”, disse.

Coordenadora estadual do CETA, Ednólia Moreira de Oliveira, fez parte da mesa ao lado do governador Jaques Wagner, do secretário Eduardo Salles e dos líderes do MST, Márcio Oliveira, e do MLT, Libanilson Braga de Oliveira. Para ela, “a organização da produção é importante, assim como é muito interessante a participação dos movimentos sociais nas câmaras setoriais”. Além dessas lideranças fizeram parte da mesa representantes da Fetraf, Fetag e Unicafes.

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Sobre Carlos Augusto 10025 Artigos
Carlos Augusto é Mestre em Ciências Sociais, na área de concentração da cultura, desigualdades e desenvolvimento, através do Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais (PPGCS), da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB); Bacharel em Comunicação Social com Habilitação em Jornalismo pela Faculdade de Ensino Superior da Cidade de Feira de Santana (FAESF/UNEF) e Ex-aluno Especial do Programa de Doutorado em Sociologia da Universidade Federal da Bahia (UFBA). Atua como jornalista e cientista social, é filiado à Federação Internacional de Jornalistas (FIJ, Reg. Nº 14.405), Federação Nacional de Jornalistas (FENAJ, Reg. Nº 4.518) e a Associação Bahiana de Imprensa (ABI Bahia), dirige e edita o Jornal Grande Bahia (JGB).