Gerente comercial da Bremen Veículos de Feira fala sobre o recente lançamento da VW, pick-up Amarok, e dos desafios do mercado

Paulo Roberto e o advogado Fernando Oliveira. Elogios a atuação do gerente comercial da Bremen Veículos.
Paulo Roberto e o advogado Fernando Oliveira. Elogios a atuação do gerente comercial da Bremen Veículos.
Paulo Roberto e o advogado Fernando Oliveira. Elogios a atuação do gerente comercial da Bremen Veículos.
Paulo Roberto e o advogado Fernando Oliveira. Elogios a atuação do gerente comercial da Bremen Veículos.

Com formação em economia o experiente gerente da concessionária da Volkswagem em Feira de Santana, Paulo Roberto da Silva Brasil de Mello, disse durante entrevista concedida ao Jornal Grande Bahia, ter iniciado a sua atuação na empresa de forma modesta, como estagiário na Fiori do grupo Parvi, que tem como presidente Pedro Shwamba. A empresa conta com mais de 80 concessionárias no Brasil, sendo 40 no estado de Pernambuco e é considerado como o maior e mais importante grupo automotivo do Norte e Nordeste e o segundo do Brasil.

JGB – Ao assumir a gerência da filal da Volkswagem de Feira, qual era o número de veículos comercializados em média mensalmente?

Paulo Roberto – O número era em média de 92 veículos comercializado no mês de abril 2008. Já no segundo mês sobre a nossa administração, agosto, as vendas pularam para o patamar de 182 carros.

JGB – A média de vendas atualmente está em torno de quantos veículos?

PR – Em torno de 150 carros, o nosso objetivo é atingir 200 unidades mês.

JGB – Você está se afastando do grupo ou está deixando a gerência da filial de Feira?

PR – Estou deixando a filial da Bremen em Feira para assumir a gerência da sua filial em Salvador.

JGB – Quem irá subistituí-lo em Feira?

PR – Quem assume a filial de Feira de Santana é José Lacerda, baiano de São Gonçalo dos Campos, que atualmente é responsável pelo gerencimento da filial da Bremen em Recife.

JGB – A Volkswagem está lançando a sua primeira Pick up no Brasil, Amarok, você acredita que ela vai conquistar espaço diante de marcas de carros consagrados como Hi Lux da Toyota ?

PR – Não é difícil bater uma concorrente do nível da Hi Lux. A Amorak chega ao mercado com uma superioridade tecnológica em relação a sua concorrente. As duas maiores difuculdades que deverão ser enfrentadas por nós é pelo fato do desconhecimento, ainda, do público alvo no tocante ao veículo e o fato de que a Pick up Amorak não dispor do câmbio automático, diferença que em breve será sanada. O carro conta a seu favor o fato de possuir uma tecnologia embarcada superior a Hi Lux e posso citar como exemplo o fato de que nossas concorrentes vem com pneu de série aro 16, enquanto a Amorak com aro 18, além de possuir a maior caçamba da categoria; volante com regulação de altura e profundidade; sistema de um toque para suspender ou abaixar os vidros das quatro portas; e de um dispositivo em que a partir do 20 quilômetros rodados o veículo faz um travamento automático das portas.

JGB – Há uma crítica geral no tocante a fabricação dos veículos Volkswagem com relação à demora na renovação das linhas montagens. A Amorak é um projeto brasileiro ou alemão?

PR – É um projeto brasileiro com tecnologia alemã e fabricado na Argentina.

JGB – Existe alguma perspectiva de novos lançamentos?

PR – A Volkswagem é uma montadora bastante conservadora e um bom exemplo a ser citado é o carro Gol que é líder de mercado a mais de 20 anos. Entretanto, é preciso salientar que de 2009 a 2010 já foram feito 10 novos lançamentos.

JGB – As empresas automobilísticas asiáticas concedem cinco anos de garantia aos seus clientes. Enquanto a Volks apenas de um ano, por quê?

PR – A Volkswagem é uma das montadoras nacionais que concede três anos de garantia de motores e câmbio, desde que o cliente proceda todas as revisões e verificações em uma das concessionárias autorizadas da Volks.

JGB – Qual a avaliação que você faz do mercado automobilístico brasileiro, acredita que haverá crescimento em 2010 com relação 2009?

PR – Com certeza, o brasileiro é apaixonado por carros e a tendência do mercado é sempre de cresimento. Nossa perspectiva é que este ano o crescimento a ser verificado será em torno de 2 a 3% em relação ao ano de 2009, mesmo com o término do incentivo do IPI, por parte do governo.

JGB – É corriqueiro em paises como os Estados Unidos e da Europa os carros serem dotados de sistema automáticos e hidramático. Porque essa prática não é adotada no Brasil?

PR – É verdade, e está é uma tendência no mercado nacional.

JGB – Não está na hora dessas indústrias olharem com mais carinho e ofertar um pouco mais ao consumidor brasileiro?

PR – Sim, mas no final das contas quem vai pagar essa conta é o próprio consumidor. Mesmo assim, o mercado está mudando a sua visão. Atualmente o fator segurança será obrigatório nos veículos a partir de 2014, em todas as montadoras, por determinação do governo, o que permitirá um significativo aumento de fornecedores de itens como ABS, air bag, entre outros.

Carlos Augusto
Sobre Carlos Augusto 9387 Artigos
Carlos Augusto é Mestre em Ciências Sociais, na área de concentração da cultura, desigualdades e desenvolvimento, através do Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais (PPGCS), da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB); Bacharel em Comunicação Social com Habilitação em Jornalismo pela Faculdade de Ensino Superior da Cidade de Feira de Santana (FAESF/UNEF) e Ex-aluno Especial do Programa de Doutorado em Sociologia da Universidade Federal da Bahia (UFBA). Atua como jornalista e cientista social, é filiado à Federação Internacional de Jornalistas (FIJ, Reg. Nº 14.405), Federação Nacional de Jornalistas (FENAJ, Reg. Nº 4.518) e a Associação Bahiana de Imprensa (ABI Bahia), dirige e edita o Jornal Grande Bahia (JGB).