Cultura do Algodão é revitalizada no sudoeste da Bahia

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Os cotonicultores familiares de Malhada, no sudoeste do estado, já podem comemorar. O Fundo de Apoio ao Desenvolvimento da Cultura do Algodão (Fundeagro) garantiu, por meio de assinatura de um convênio com o governo da Bahia, o repasse de R$ 201,6 mil para a associação de produtores locais, com a finalidade de revitalizar a cultura do algodão na região.

O protocolo de cooperação técnica foi assinado entre o Fundeagro, a Agência de Defesa Agropecuária (Adab), autarquia da Secretaria Estadual da Agricultura (Seagri), a Associação Baiana de Produtores de Algodão (Abapa) e a Associação de Produtores de Leite e Algodão de Malhada, durante a 23ª Exposição Agropecuária de Guanambi, no final de semana, no parque de exposições do município.

Serão contemplados 38 agricultores. O objetivo é promover e incrementar a cultura do algodão na região, com introdução de novas tecnologias nos 671 hectares de áreas plantadas, no controle da incidência do bicudo do algodoeiro, preparo do solo, introdução da colheita mecanizada, antes manual, e implantação do programa Tecendo Cidadania, com a compra de equipamentos para a criação das oficinas de tecelagem.

O presidente da associação de Malhada, Aurelizo Costa Jesus, disse que o convênio possibilita a geração de emprego e renda para o município, principalmente, “pela criação das oficinas de tecelagem e compra dos teares para as esposas dos agricultores familiares”. O produtor de algodão João Santana prevê dobrar a produção, com a colheita mecanizada nos 120 hectares que cultiva.

Segundo o prefeito de Guanambi, Charles Fernandes, o importante é revitalizar a cultura do algodão, atividade de subsistência da região. “O sucesso do programa depende da ação conjunta das entidades parceiras como Adab, Abapa, prefeitura e, principalmente, e a dos produtores. O sucesso do algodão só depende de nós”.

Alerta contra praga

Para garantir a qualidade e o aumento da produtividade do algodão, fiscais da Adab farão o monitoramento e controle do bicudo do algodoeiro, principal praga da lavoura do algodão. “Cabe a Adab executar a parte fitossanitária no controle do bicudo para reduzir as infestações”, disse o coordenador regional da Adab, Elízio Diamantino.

A agência vai realizar um Dia de Campo, em julho, no município de Malhada, para alertar aos agricultores sobre a destruição da soqueira após a colheita, local de incubação do Bicudo, entre outros assuntos. “O projeto foi proposto pela Adab e a Abapa apresentou ao Fundeagro. A associação vai executar a aplicação do orçamento e a gestão do projeto será realizada em parceria”, enfatiza o diretor-executivo da Abapa, Hermes Simões.

Com 300 mil hectares de área plantada, as regiões oeste e sudoeste são os maiores polos produtores do estado, por reunir condições favoráveis ao cultivo com competitividade. “É fundamental investir também na criação de variedades mais resistentes em todas as fases da cultura”, explica o presidente da Abapa, João Carlos Jacobsen.

Em comemoração aos 10 anos da Abapa foram doados pela associação R$ 15 mil para a Apae de Guanambi. O evento contou com a participação de autoridades locais, representantes de órgãos governamentais e de entidades de classes, além de produtores da região.

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