Capacidade pesqueira da Bahia será ampliada com dois novos terminais

Assinatura de ordens de serviço para construção de terminais pesqueiros em Salvador e Ilhéus.
Assinatura de ordens de serviço para construção de terminais pesqueiros em Salvador e Ilhéus.
Assinatura de ordens de serviço para construção de terminais pesqueiros em Salvador e Ilhéus.
Assinatura de ordens de serviço para construção de terminais pesqueiros em Salvador e Ilhéus.

Para potencializar a capacidade pesqueira e dar inicio à atividade da pesca industrial na Bahia, serão construídos dois terminais em Salvador e Ilhéus e quatro embarcações destinadas à captura do atum e outros pescados de grandes profundidades. A ordem de serviço para a construção dos terminais e das embarcações foi assinada entre o Ministério da Pesca e Aquicultura e o governo da Bahia nesta terça-feira (25/05/2010), na Fundação Luís Eduardo Magalhães (Flem).

O investimento para a construção dos terminais é de R$ 20 milhões, beneficiando mais de 30 mil pescadores baianos. Segundo o presidente da Bahia Pesca, Isaac Albagli, os terminais funcionarão como entreposto comercial de desembarque, beneficiamento, comercialização e distribuição de pescados, melhorando as condições de trabalho e renda dos pescadores.

Ele explicou que com os terminais a Bahia passa a ter infraestrutura necessária para atender às embarcações e oferecerá aos profissionais da pesca combustíveis, gelo e outros serviços.

Em Salvador, o terminal ficará na Ribeira (Enseada dos Tainheiros). A expectativa é que sejam movimentadas 30 toneladas de pescados por dia, o que representa um faturamento bruto diário de R$ 180 mil, considerando uma média de R$ 6 o quilo do pescado. Já em Ilhéus, o equipamento será construído nas instalações do antigo porto da cidade, localizado na Enseada do Pontal, próximo à foz do Rio Cachoeira, no qual devem ser movimentadas diariamente 40 toneladas de pescados, que, ao mesmo valor médio de R$ 6, renderão um faturamento bruto de R$ 240 mil por dia.

O presidente da Federação Baiana de Pesca, Emílio Vieira Alves, disse que com a infraestrutura os pescadores baianos vão resolver o problema da falta de logística. Ele declarou que as embarcações passarão a ter mais facilidade na comercialização e no processamento do pescado.

A instalação dos terminais na capital baiana e em Ilhéus é considerada estratégica, porque eles beneficiarão seis municípios do Litoral Norte, nove da Região Metropolitana de Salvador (RMS), sete do Recôncavo, nove do Baixo Sul, além de Maraú e Itacaré, no Litoral Sul. Estima-se que nessas regiões existam hoje pelo menos 1,8 mil embarcações de pesca motorizadas.

“Passamos a mudar o perfil da captura de pescados na Bahia, que é centrada na pesca artesanal. Este é um passo muito importante, porque o estado passa a intensificar efetivamente a captura profissional. Com um litoral de mais de 1,2 mil quilômetros de extensão, a Bahia possui um potencial fantástico e que ainda está inexplorável”, explicou o ministro da Pesca e Aquicultura, Altemir Gregolin.

Já os contratos para a construção das quatro embarcações foram assinados pela Cooperativa Mista de Itacaré (Coompi) e pela Cooperativa dos Pescadores de Camaçari (Coopesc) com o Banco do Nordeste e totalizam R$ 15,3 milhões. Cada entidade será contemplada com dois barcos, que serão construídos pela Estalbras Estaleiro Brasil (Flypper), com prazo estimado de entrega de 18 meses.

As embarcações terão 21 metros de comprimento e um porão com capacidade para armazenar 32 toneladas em câmaras frigoríficas.

O governador Jaques Wagner afirmou que o Estado tem realizado diversas ações para dinamizar a atividade pesqueira na Bahia, além do incentivo desses profissionais para atrair financiamentos e crediários para a compra de equipamentos. “As ações são muitas, tanto na infraestrutura quanto na qualificação dos pescadores. As embarcações darão capacidade de pesca às cooperativas, oferecendo condições aos aquicultores de profissionalizar seu trabalho. Chamo atenção para a qualificação dos profissionais, a exemplo dos agricultores familiares, que estão se capacitando, e a aquicultura familiar também deve ser qualificada. Os pescadores não devem se conformar apenas com a pesca artesanal. Desenvolvendo o nosso potencial pesqueiro, geramos mais emprego, trabalho e renda para a Bahia”, destacou Wagner.

Capacitação

Para que possam operar os barcos de pesca oceânica, os pescadores cooperados serão habilitados para a utilização de equipamentos de navegação, como GPS, ecossonda, rádio VHF, cartas náuticas, bússola e radiogoniômetro, manejo e conservação do pescado a bordo, estocagem, desembarque e refrigeração em terra, além de noções de análise de riscos e controle dos pontos críticos. A capacitação será realizada pela Bahia Pesca, como resultado do convênio que será assinado com o ministério, no valor de R$ 500 mil.

Com o objetivo de profissionalizar as cooperativas e dar sustentabilidade aos empreendimentos, o Ministério da Pesca e Aquicultura vai firmar convênio com o Instituto Federal de Educação do Estado da Bahia (Ifba) – campus de Valença, no valor de R$ 1,1 milhão, para qualificar o pescador cooperado para a gestão do empreendimento, por meio da utilização de ferramentas de negociação e organização de negócios.

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