Bahia aumenta a área plantada com graviola

Graviola e já ocupa 800 hectares do sul baiano.
Graviola e já ocupa 800 hectares do sul baiano.
Graviola e já ocupa 800 hectares do sul baiano.
Graviola e já ocupa 800 hectares do sul baiano.

Itabuna, 15 de maio de 2010 – De acordo com a Agência Estadual de Defesa Agropecuária da Bahia- ADAB, o estado conquistou o status de maior produtor mundial de graviola e já ocupa 800 hectares do sul baiano, distribuídos entre os municípios de Una, Valença, Gandu, Ilhéus, Wenceslau Guimarães e Tancredo Neves. A Bahia produz oito mil toneladas por ano. A maior parte da produção pertence a agricultores familiares e o cultivo da fruta vem se consolidando como uma alternativa na diversificação agrícola. Os ótimos preços e a boa produtividade da fruta têm incentivado os produtores rurais a aumentar a área cultivada.

Às margens da BR415, próximo ao município de Itabuna, no sul da Bahia, está a fazenda Doce da Mata com 600 pés plantados e com uma produção de vinte toneladas por ano. A propriedade é considerada modelo por causa da organização, da boa produtividade e da qualidade do produto.

As gravioleiras recebem um manejo adequado e cuidadoso. O fruto chega a pesar de 8 a 12 quilos, quatro vezes mais do que a média no plantio comum. O uso de telas de nylon para cobrir o fruto evita a ação das pragas e doenças. “Nós contamos também com o apoio das formigas caçarema. Elas ajudam a eliminar a broca da semente”, disse o gerente da fazenda, Aurelino Sampaio.

O dono da fazenda também agregou valor ao fruto. Ele construiu uma pequena agroindústria de beneficiamento, onde a fruta é transformada em polpa ou doce cristalizado e gera vinte e dois empregos, o que é um aspecto positivo para a região. “O consumo da graviola cresceu muito e sentimos a necessidade de não apenas vender o produto final, mas também o de produzir a matéria-prima. Estamos na direção desta fazenda há 3 anos”, contou Karl Vasconcelos, dono da fazenda Doce da Mata.

A graviola tem origem nas ilhas do Caribe, o suco é doce, mas um pouco ácido. Mais de 50% da graviola processada na Bahia é vendida para São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais. A polpa chega a ser vendida por 66 a 88 centavos nos supermercados da região sul do estado e já é bastante aceita no mercado. A graviola é a terceira cultura mais importante da região sul ficando atrás do cacau e da banana.

O fiscal agropecuário da ADAB, Geraldo Nascimento, garante que a agência põe em prática medidas de controle integrado no manejo fitossanitário dos pomares baianos e que a região plantada com a fruta tende a crescer. O controle da área de produção da graviola está sendo obtida por meio do geoprocessamento, técnica que utiliza programas de computador para obter referências cartográficas. “Já temos áreas novas a serem referenciadas e oficializadas que provavelmente daqui até Julho nós já estamos sendo o maior produtor de graviola do mundo”, concluiu Nascimento.

Sobre Carlos Augusto 9462 Artigos
Carlos Augusto é Mestre em Ciências Sociais, na área de concentração da cultura, desigualdades e desenvolvimento, através do Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais (PPGCS), da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB); Bacharel em Comunicação Social com Habilitação em Jornalismo pela Faculdade de Ensino Superior da Cidade de Feira de Santana (FAESF/UNEF) e Ex-aluno Especial do Programa de Doutorado em Sociologia da Universidade Federal da Bahia (UFBA). Atua como jornalista e cientista social, é filiado à Federação Internacional de Jornalistas (FIJ, Reg. Nº 14.405), Federação Nacional de Jornalistas (FENAJ, Reg. Nº 4.518) e a Associação Bahiana de Imprensa (ABI Bahia), dirige e edita o Jornal Grande Bahia (JGB).