2 de Julho é tema do 2º Percurso Patrimonial do IPAC

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O ‘Panteão de Pirajá’, localizado em bairro de mesmo nome em Salvador, antiga área de índios Tupinambás e hoje parque histórico que homenageia a Batalha de Pirajá da guerra pela independência do Brasil do jugo português, vai ser o ponto de partida para o ‘2º Percurso Patrimonial do IPAC’, que acontece a partir das 8 horas de amanhã, quinta-feira (dia 20 de maio de 2010), com explanações do professor Paulo de Jesus, da Fundação Pedro Calmon (FPC).

A iniciativa integra o programa de Educação Patrimonial que o Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia (IPAC), órgão da secretaria estadual de Cultura (SecultBA) vem realizando desde 2007 em diversos municípios baianos. A intenção é buscar a re-valorização de bens culturais, materiais e imateriais, da Bahia que estejam protegidos oficialmente pelo Estado. Os cursos são gratuitos e abertos a qualquer interessado.

“O panteão de Pirajá integra o roteiro da festa do ‘2 de Julho’ que faz o mesmo percurso realizado pelas tropas brasileiras vencedoras, na Cidade do Salvador, em 1823, cortejo que hoje é oficialmente considerado um ‘Patrimônio Imaterial’ pelo Estado”, explica o diretor geral do IPAC, Frederico Mendonça. Após Pirajá, o grupo inscrito no curso do IPAC percorre amanhã (20), com ônibus e paradas, a antiga estrada das Boaiadas, atual avenida Lima e Silva, Lapinha, Soledade, São José, Ladeira de Santo Antônio até chegar a Baixa dos Sapateiros, refazendo o percurso feito 187 anos atrás.

“Os bens culturais imateriais, como o ‘2 de Julho’ também merecem ser preservados pois asseguram a memória de um povo, sua história e sua cultura”, diz o diretor do IPAC. Segundo ele só se valoriza o que se conhece. “Por isso, todos nós, agentes públicos, privados ou não-governamentais precisamos conhecer, profundamente, a riqueza e importância da nossa história e nosso patrimônio cultural”, diz Mendonça.

O ‘2º Percurso do IPAC – 2 de Julho, Caminhos da Liberdade’ começou hoje (19) no terreiro do Axé Ilê Oyá, em Pirajá, com palestra do historiador Ubiratan Castro, diretor da FPC. Na palestra o especialista abordou a luta pela independência, formação do sentimento de natividade, representado pela imagem do caboclo e a participação feminina na luta, lembrada por figuras como Maria Quitéria e Joana Angélica. Participação popular, de negros, elites intelectuais, exército e igreja, e suas contribuições para a independência foram outros tópicos discutidos no evento.

“Os percursos patrimoniais do IPAC propõem passeios e caminhadas em locais específicos de cidades baianas que são acompanhadas por especialistas em Arquitetura, História, Urbanismo, Antropologia, Engenharia, Arqueologia e Museologia, entre outras áreas de pesquisa, para que possam passar seus conhecimentos sobre patrimônios culturais”, finaliza o gerente de Pesquisa e Legislação do instituto estadual, Mateus Torrres. Outras informações sobre os cursos de educação patrimonial do IPAC são fornecidas através dos Tel. (71) 3116.6728, 3116.6741 e 3116.6737, ou e-mails [email protected], [email protected]

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