Novos ministros são desafiados a fazer, em nove meses, mais do que antecessores

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Novos ministros são desafiados a fazer, em nove meses, mais do que antecessores.

Após elogiar e agradecer, um a um, cada ministro que saiu do governo nesta quarta-feira (31/03/2010), o presidente Lula fez um desafio aos novos titulares dos Ministérios: trabalhar mais e melhor do que os antecessores no prazo de nove meses, que é o que resta do seu governo este ano. E isso sem inventar nada novo, porque, segundo o presidente, é tempo de execução dos programas, não de criação. “Espero que vocês coloquem no chinelo os que saíram, de tanto trabalhar e de tanta competência”, afirmou Lula em seu discurso.

Como incentivo à nova equipe, Lula lembrou da Copa de 1962 no Chile quando o Brasil perdeu seu maior craque, Pelé, no meio da competição. Seu substituto Amarildo não decepcionou e já no primeiro jogo em que atuou marcou dois gols, garantindo a vitória sobre a Espanha de virada (2 x 1) e ajudando a equipe a conquistar o bicampeonato mundial de futebol. É esse espírito que o presidente Lula espera que os novos ministros encarnem agora que assumiram o posto máximo nos respectivos Ministérios.

Lula reafirmou que o momento mais difícil na vida de um político é a hora de tirar de sua equipe de governo alguém que foi convidado para o trabalho. Lamentou estar perdendo companheiros que “vestiram a camisa do governo” e reiteirou que gostaria que todos ficassem até o final do mandato. O presidente afirmou ainda que montar uma boa equipe é a arte do sucesso no governo e que sempre procurou estabelecer uma relação de confiança e respeito com os integrantes de seu Ministério.

Veja aqui quem são os ministros que deixaram o governo hoje e quais as suas principais realizações.

A seguir, um resumo do que o presidente Lula falou de cada ministro que se desincompatibilizou nesta quarta-feira e também entrevistas em vídeo dos substitutos:

Alfredo Nascimento (Transportes): Afirmou ter gratidão profunda pelo apoio que recebeu dele nas eleições de 2002. Fez questão de tê-lo no Ministério dos Transportes, que deu um salto de qualidade durante sua gestão.
Substituto: Paulo Sérgio Oliveira Passos, secretário-executivo da pasta. Entrevista aqui.

José Pimentel (Previdência Social): Elogiou o trabalho incansável dele para melhorar o serviço de atendimento da Previdência no País. “Vocês nunca mais viram manchete de jornal falando de fila no INSS”, afirmou Lula, lembrando que para isso foram feitos fortes investimentos na contratação de pessoal. “E ainda falam de inchaço da máquina (pública). Quem fala isso prefere o inchaço das filas”, disse. Também citou outra grande conquista que foi o cadastro de mais de 5 milhões de trabalhadores rurais, que agora têm direito a aposentadoria por tempo de serviço.
Subsituto: Carlos Eduardo Gabas, secretário-executivo da pasta. Entrevista aqui.

Reinhold Stephanes (Agricultura, Pecuária e Abastecimento): Destacou o acordo fechado para negociar a dívida de empresários rurais, algo que se tentava há 30 anos. Elogiou a desenvoltura de Stephanes no cargo – “parece que já nasceu dentro do Ministério, ele conhecia não apenas tudo do Ministério, mas também todas as pessoas. ”
Substituto: Wagner Gonçalves Rossi, presidente da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) – entrevista aqui.

Carlos Minc (Meio Ambiente): Deu robustez ao papel do Ministério. Em vez de apenas contestar as políticas do governo, o Ministério do Meio Ambiente passou a trabalhar para que o governo fizesse a coisa certa e o que fosse melhor para o País. Foi um ministro que teve muitas divergências dentro do governo, mas se mostrou leal. “É a figura menos polêmica de todos os companheiros, o que gosta menos de falar com a imprensa, se vence mais discretamente”, brincou Lula.
Substituto: Izabella Mônica Vieira Teixeira, secretária-executiva da pasta. Entrevista aqui.

Edson Santos (Igualdade Racial): Construiu uma unidade do movimento negro no Brasil e trabalhou para a construção do Estatuto da Igualdade Racial. Lembrou que o agora ex-ministro não conseguiu construir uma ponte em Japaranduba, próximo a um quilombo no Vale do Ribeira (SP), um projeto que Lula vinha acalentando desde 1993. O presidente avisou que não deixa o seu governo sem inaugurar essa ponte.
Substituto: Eloi Ferreira de Araújo, secretário adjunto da Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial. Entrevista aqui.

Patrus Ananias (Desenvolvimento Social e Combate à Fome): Elogiou a paciência que o ex-ministro teve com as pesadas críticas que sofreu de setores da sociedade que “acham que cuidar de pobre é desperdício”. Aproveitou para reafirmar que sempre terá em seu discurso, até a hora da morte, a afirmação de que a coisa mais fácil para um prefeito, governador ou presidente é cuidar dos pobres, “porque não tem nada mais barato” e o ganho para essa população e para o País é enorme.
Substituta: Márcia Helena Carvalho Lopes, secretária-executiva da pasta. Entrevista aqui.

Edison Lobão (Minas e Energia): O programa Luz para Todos e a segurança energética atingida no País são os grandes méritos do ex-ministro, uma “grata surpresa” para o presidente. Fez questão de dizer em público que tinha muito orgulho te tê-lo como ministro, pelo alto grau de companheirismo durante todo o tempo em que esteve no governo, “sem abrir de suas convicções pessoais”.
Substituto: Márcio Zimmerman, secretário-executivo da pasta. Entrevista aqui.

Helio Costa (Comunicações): Os grandes destaques da pasta durante a gestão do agora ex-ministro foram a implantação do padrão brasileiro de TV digital e dos telecentros em escolas públicas de todo o País.
Substituto: José Artur Filardis Leite, chefe de gabinete de Helio Costa na pasta. Entrevista aqui.

Geddel Vieira Lima (Integração Nacional): Lembrou que ele fez oposição ao seu governo, no primeiro mandato, mas após aliança com Jaques Wagner na Bahia, entrou no governo e trabalhou incansavelmente pelo desenvolvimento da região Nordeste. “Uma pena que você deixe o governo, poderia continuar, pela grandeza de seu trabalho”, afirmou Lula sobre o ex-ministro.
Substituto: João Santana Filho, secretário-executivo do Ministério da Integração Nacional.

Dilma Roussef (Casa Civil): Segundo Lula, foi parte integrante do sucesso de tudo que os demais ministros fizeram de bom no governo. Foi uma figura de competência extraordinária, com capacidade de coordenação e trabalho. “Não sei quantas vezes a Casa Civil funcionou com a competência que funcionou em sua gestão”, afirmou o presidente. A saída de Dilma do governo é um prejuízo para o País, afirmou Lula, lembrando no entanto que isso acontece “dentro de uma perspectiva de que você seja mais do que chefe da Casa Civil”. A esperança é a motivação da saída de Dilma Roussef do Ministério, disse. E avisou: se achavam a Dilma dura na negociação dos projetos do PAC, aguardem até sentarem frente a frente com a nova coordenadora, Miriam Belchior.
Substituta: Erenice Alves Guerra, secretária-executiva da Casa Civil. Entrevista aqui.

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