Magno Felzemburg assume a Secretaria Municipal de Habitação com o desafio de ampliar programas habitacionais sem planejamento adequado

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Durante a entrevista coletiva concedida está noite no gabinete itinerante, o prefeito de Feira de Santana, Tarcízio Pimenta (DEM), anunciou que o advogado Magno Felzemburg deixa a direção do PROCON/Feira para assumir a Secretaria Municipal de Habitação.

Magno substitui Antônio Carlos Borges Junior, que deixa o governo para poder concorrer a um mandato eletivo legislativo nas eleições de 2010. A princípio, Borges apresentou-se como candidato a uma vaga na ALBA. Mas durante entrevista nas rádios locais, disse que não estava definido se será candidato a um mandato de deputado Federal ou Estadual. Filiado ao DEM, atiçou o ninho dos conservadores de direita e centro-direita ao lançar-se candidato ungido por José Ronaldo, de quem foi por oito anos foi vice-prefeito e secretário municipal. Ao concorrer em 2008 não obteve votos suficientes para eleger-se vereador no município, apesar do sistemático apoio de Ronaldo.

Ritmo de trabalho

O prefeito Tarcízio Pimenta tem demonstrado um posicionamento de transparência e aguarda empenho de seus subordinados, mas, herdeiro da gestão de Ronaldo, tem encontrado dificuldades em impor seu ritmo de trabalho. Pouco a pouco, tem movido as peças no tabuleiro do xadrez político, substituindo por nomes mais próximos do seu perfil administrativo, os secretários herdados da administração de passada. Felzembur é um nome que contempla Ronaldistas e Tarcízistas. O seu maior desafio será implantar e ampliar programas habitacionais em uma cidade que carece de planejamento urbano e logístico.

Falta planejamento

Com 10 anos à frente da secretaria de planejamento, o contabilista Carlos Brito demonstra grave fadiga na condução da pasta. O PDDU (Plano de Desenvolvimento Urbano) está defasado e não contempla uma cidade com 600 mil habitantes, que aspira vertiginoso crescimento econômico e populacional. Outra grave falha na condução das ações de planejamento é a falta de debate sobre o modelo de transporte público municipal e uma clara posição pare desenvolver e ampliar os corredores viários (conhecida por urbanistas como as artérias de uma cidade), ou seja, sem o adequado planejamento elas se entopem asfixiado a cidade no caos urbanos da falta de fluidez do tráfego, inviabilizando a troca entre os cidadãos.

Um exemplo emblemático da falta de planejamento urbano pode ser verificado na Avenida Artémia Pires (Av. que leva para a faculdade FTC). Localizada na parte externa do anel de contorno, conta com inúmeros condomínios implantados e em fase de implantação. Nos seus primeiros mil metros, possuí apenas duas pistas, sem acostamento. O que fatalmente dificulta o trânsito de veículos particulares e ônibus urbanos. A cidade também tem tido dificuldade em preservar áreas verdes e seus aqüíferos, principalmente for falta do planejamento e fiscalização destes mananciais.

O ex-prefeito José Ronaldo não levou para a sociedade o debate sobre planejamento urbano. O mesmo erro tem sido cometido na gestão do prefeito Tarcízio Pimenta. Legando uma cidade segregada e que pouco interage com seus públicos distintos. Cristalizando a falta de planejamento, transita em pleno centro da cidade, em faixa exclusiva, mas absurdamente do lado esquerdo, ônibus municipais, contribuindo para a falta de fluidez do trânsito, no centro econômico do município. Nos terminais urbanos não foram construídos pistas, ou espaços adequados para parada de veículos privados, que deixam cidadãos para usarem os terminais. Obrigado os veículos a pararem no meio da rua. Isto apenas para citar algumas falhas facilmente identificadas.

Entrevista

Magno Felzemburg em entrevista concedida com exclusividade para o JGB, declara que estas dificuldades existem, mas elas podem ser transpostas, “é um debate importante para sociedade, a necessidades de desenvolver os corredores de tráfego”. Otimista diz que as coisas podem mudar e que buscará na sua gestão, que se hoje (06/04), uma integração entre as secretárias de Planejamento, Carlos Alberto Oliveira Brito; Secretaria de Desenvolvimento Urbano, José Ferreira Pinheiro e Secretaria de Transporte e Trânsito, Flailton Frankles Rosa de Oliveira. Insistimos no questionamento da falta de planejamento da cidade, Magno preferiu remeter as questões para as pastas devidas: Planejamento e Transporte e Trânsito.

Cidade plana

Por sua topografia plana e por contar com empresas que atuam de forma sistemática na implantação de condomínios voltados ao programa federal Minha Casa, Minha Vida. A cidade encontra-se desprepara para o desafio do crescimento ordenado e avança sobre áreas que inicialmente estavam reservadas ao crescimento industrial, comprometendo parte de seu futuro econômico.

A vitalidade da cidade reside no fato de crescer o número de moradias particulares, comércio, serviços, industriais e o agronegócio. Ao sacrificar áreas industriais a cidade começa a asfixiar-se economicamente por falta de debate sobre a forma e o caminho para o seu crescimento. O que evidência compromissos com interesses imediatos e uma visão de curto prazo.

Urge enxergar e ir além. O JGB prepara uma matéria especial demonstrando como a falta de planejamento urbano pode comprometer investimentos industriais da ordem de milhões de reais e o meio ambiente.

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