Governo Tarcízio Pimenta reavalia rede de drenagem pluvial do município após chuva intensa ocorrida em Feira de Santana

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Desde que as fortes chuvas começaram a cair em Feira de Santana na quarta-feira (07/12/2015), já foram 62 milímetros registrados. Entre a noite de quarta-feira e às 9 horas de quinta-feira (8) foram 16 milímetros de chuva, mas entre às 9 e às 15 horas de ontem a Estação Climatológica da Universidade Estadual de Feira de Santana (Uefs) registrou 41 milímetros de chuva. Os número só reduziram entre às 15 horas de quinta-feira e às 9 horas desta sexta-feira (9), com cinco milímetros de chuva.

Para a coordenadora da Estação Climatológica, geógrafa Rosângela Leal, esta quantidade representa muita chuva para o município, já que a previsão para o mês de abril era em torno de 100 milímetros. Em todo o mês foram 94 milímetros e já choveu mais da metade nas últimas 48 horas.

Além disso, Rosângela Leal ressalta que a chuva tem vindo em grande intensidade, motivo dos alagamentos. “Não houve condição de o solo ter infiltrado essa água que escoou. Esse grande escoamento acabou indo para as ruas, as casas e os córregos, o que provocou uma subida muito rápida dos rios, enchentes e alagamentos em vários pontos”, observa.

Inclusive, como diz a coordenadora, a própria rede pluvial da Empresa Baiana de Águas e Saneamento (Embasa) não deu conta do escoamento e, por conta disso, a água subiu pelas bocas de lobo em vários pontos da cidade. Outro grande problema dos alagamentos em Feira de Santana é que o lençol freático do município é muito superficial.

“Isso é uma consequência de termos várias lagoas. Associado a isso, há uma ocupação desordenada das lagoas com áreas habitacionais. As lagoas são os primeiros pontos que são alagados. Então, as casas em áreas de lagoas aterradas ficam dentro dágua”, alerta.

Para os próximos dias a previsão é de pancadas de chuva menos intensas. No entanto, a previsão para este domingo (11) é de chuvas mais fortes à tarde e pancadas de chuva na próxima semana. “Prevíamos essa chuva, mas não da forma que caiu porque ela veio do Sul, subiu por São Paulo, Rio de Janeiro e chegou aqui”, explica a coordenadora.

Na verdade, a imensa massa de ar que está na região sob todo o Estado da Bahia e até mesmo sobre o Nordeste, afirma a coordenadora, é muito grande e vai provocar estabilidade enquanto estiver sob esta área.

Rede de drenagem terá diagnóstico

A Prefeitura Municipal está prestes a realizar um diagnóstico sobre o sistema de drenagem pluvial no grande centro de Feira de Santana. Um convênio neste sentido foi assinado com o Governo do Estado, com operação de crédito possibilitada pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), no valor de R$ 400 mil.

O estudo será feito numa área de dois milhões de metros quadrados, o que engloba da praça Monsenhor Renato Galvão (praça da Matriz) até as imediações do EMEC.

O objetivo do diagnóstico é fornecer subsídios para planejamento de ampliações e manutenções das redes de esgotamentos pluviais, na perspectiva da melhoria da eficiência do sistema. A ação também constitui a primeira etapa para a elaboração do Plano Diretor de Saneamento, previsto na Constituição Federal.

“Esse Plano Diretor de Saneamento vem sendo trabalhado pela Secretaria de Planejamento já algum tempo e o convênio está sendo assinado num momento oportuno”, destaca o secretário Carlos Brito.

O diagnóstico deve ser feito num período de 90 dias. O convênio foi assinado e o próximo passo será a licitação para a contratação da empresa que fará o levantamento.

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