Diz o ditado popular que a consciência tranquila é o melhor remédio contra insônia

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Pergunta falaciosa

Existem e persistem as provocações de que fulano faz parte do grupo de José Ronaldo e que beltrano é do grupo de Tarcízio Pimenta. Pensei que essa situação estava sendo alimentada por pessoas que não conseguiram uma colocação no governo municipal, e, demonstravam sua insatisfação apimentando as contradições políticas entre o ex-prefeito e o atual prefeito denunciando que José Ronaldo permanecia em maior número nos cargos de confiança, em detrimento de nomes ligados ao atual prefeito, Tarcízio Pimenta.

A coisa não foi superada. Poucos dias atrás, na coletiva de apresentação do Gabinete do prefeito para os atos que se fizerem necessário durante a Micareta, ouvi uma pergunta mais ou menos nesses termos: “prefeito, Magno Felzemburg sempre foi Ronaldista, essa nomeação foi indicação de José Ronaldo, já que Antonio Carlos Borges Júnior também era Ronaldista”?

Considero falaciosa, a pergunta. Magno Felzemburg não foi e não é ligado a José Ronaldo, pelo que conheço da política em Feira de Santana, Magno sempre teve estreitas ligações com Tarcízio Pimenta. Ou a pergunta foi por desconhecimento, coisa que não acredito, ou existe intenção proposital de alimentar a provável divergência que possa existir entre Tarcízio/Ronaldo/Tarcízio.

Cada liderança tem uma maneira de administrar e identifica muito bem as pessoas de sua confiança para participar da administração. Toda liderança política deseja alçar vôos mais altos, tem seus projetos de crescimento. Não é pecado tais anseios de projeção política.

Não sejamos ingênuos para não reconhecer que Tarcízio Pimenta deseja ampliar sua liderança política, o mesmo vale para José Ronaldo de Carvalho. Eles possuem divergências. E daí? Procedimento normal. Essas posições não são discutidas em público, eles têm uma imagem a conservar. Nos bastidores, a dois, eles podem se engalfinhar!

Os grupos que dizem ser liderados por cada um deles ultrapassam o bom senso e abre guerra aos seus “concorrentes” na corrida das migalhas do poder, intitulando-se porta-vozes dos seus líderes, falam o que não devem, ou o que supostamente não deviam falar, criam factóides, disseminam intrigas e esperam que no apagar da fogo, sobre brasa para sua sardinha.

Outro fato interessante na ação dessas pessoas que se dizem fazer parte de grupos políticos. É que a maioria nunca foi chamada para participar de uma reunião, para discutir, avaliar, sugerir e até mesmo ter motivo para se considerar uma célula, por menor que seja, desse grupo que ele diz pertencer.

Para uma pessoa pertencer a um grupo, tem que ser convidado a participar de suas reuniões, ouvir e ser ouvido. Se não é dado esse direito, ele é apenas um tarefeiro, peão de um jogo de xadrez que pode ser sacrificado a qualquer momento. Só será lembrado se faltar escudo. Na falta de bucha para o canhão. Na colagem de cartazes. Na distribuição de santinho. Para fazer número em comício. para servir de ajudante do ajudante do guarda costa, ou para falar mal o adversário.

Depois da eleição, bem, ele não tem mais serventia… e aí…

Agora faço um registro pessoal. O último grupo que participei, e que não tem essa nomenclatura, e sim Tendência, foi no período da minha militância no PT. Depois disso nunca quis conversar politicamente sobre participação em qualquer grupo político.

Na verdade, acredito que não existe partido político na prática. O que existe é jogo de interesse e aquele que arrebanhar um maior número de seguidores vai ser o líder, vai ditar as ordens e comandar o destino do partido. A maioria esmagadora desses partidos é guarda-chuvas de interesses e projetos políticos individuais.

Conheço muita gente que votava na legenda, ou seja, na proposta de governo apresentada pelo partido. Hoje proposta de governo é apenas um dos argumentos do marketing eleitoral. Nenhum partido cumpriu nem 5% das propostas apresentadas ao povo. Hoje o voto é pessoal. É o voto comercializado, é o voto de pagamento pelo favor recebido. E o voto consciente é aquele ofertado ao candidato, pelo seu passado de honestidade, pela integridade demonstrada até aquele momento da candidatura e pela esperança de que essas qualidades sejam incorporadas também na sua vida pública. O que nem sempre acontece.

Esse tipo voto também é recriminado por uma parcela mais politizada. Eles afirmam que devemos votar nos candidatos de um mesmo partido para que o governo tenha governabilidade.

É importante lembrar que os poderes são independentes. O Legislativo é para formar as leis que regem o comportamento da sociedade e fiscalizar o Executo. “Não é para dizer amém”, “sim senhor”. “Pode deixar conosco que aprovaremos sem nenhuma alteração”. “Tudo bem é mais dinheiro?” “Não se preocupe nós aprovaremos desde que sua mão esquerda não veja o que a direita está fazendo por nós”.

Ter simpatia, reconhecimento e respeito pelo desempenho administrativo de qualquer político, independente de partido é um direito nosso. Não critico a posição política partidária de quem quer que seja. Somos livres e senhores dos nossos atos.

Se você vota levando em conta o desempenho ideológico partidário, vai encontrar dificuldade de encontrar um partido político que cumpra com as propostas programáticas, levando em conta a força ideológica.

Atualmente, diante de tanta corrupção em toda e qualquer coloração política, você deposita sua confiança no político que apresenta um perfil mais voltado para o social, para a defesa das minorias, para a socialização dos serviços vitais e para uma distribuição de renda que seja mais humana.

Se encontrar esse perfil num candidato, votarei nele e não perguntarei em que partido ele está filiado.

No dia em que tivermos partidos políticos que coloquem em prática suas propostas de transformação social e melhoria da qualidade de vida do povo e que seus filiados sejam comprometidos e obrigados a colocarem em prática suas propostas sob pena de perder seus mandatos, passarei a votar no partido e não no homem. Porque sei que ele vai defender um programa de governo e não seus interesses pessoais.

Vou votar em todos os níveis nessa eleição de outubro. Mas tenham certeza, não será em um único partido.

*Por Carlos Antonio de Lima, brasileiro, natural de Caruaru, Estado de Pernambuco, nasceu no dia 22 de dezembro de 1951. Jornalista e radialista. Atualmente Tesoureiro da Academia Feirense de Letras, membro do MCC – Movimento do Cursilho de Cristandade da Arquidiocese de Feira de Santana, âncora do programa jornalístico Jornal da Povo, da Rádio Povo, emissora que pertence ao Sistema Pazzi de Comunicação e chefe de Redação e Divulgação da Secretaria Municipal de Comunicação Social.

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