Deputada Federal Alice Portugal acha que mulheres ganham visibilidade com eleição de Dilma

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O centenário do Dia Internacional da Mulher, comemorado em 8 de março de 2010, foi lembrado pela deputada Alice Portugal (PCdoB-BA). “Quero levantar a tese da forma violenta com que essa diferença [entre homens e mulheres] se estabeleceu na história da humanidade”, afirmou, ressaltando que neste ano, pela primeira vez, duas mulheres são pré-candidatas à Presidência da República – a senadora Marina Silva e a ministra Dilma Rousseff.

Para Alice Portugal, a eleição de Dilma Rousseff dará visibilidade às mulheres. “Seremos mais visíveis, mais objetivamente vistas como seres políticos, não como cidadãs de segunda na sociedade brasileira”, disse.

A deputada lembrou ainda que somente mais de 40 anos após a Proclamação da República, as brasileiras conquistaram o direito a voto, em 1932. “Então, em 3 de maio de 1933, a médica paulista Carlota Pereira de Queiroz foi a primeira mulher a votar e a ser eleita deputada federal”, relatou. Para o Senado, somente em 1990 foram eleitas as primeiras mulheres – as senadoras Júnia Marise e Marluce Pinto.

“Diante dessa realidade, não surpreende que o País ocupe a 107ª posição no mundo no que se refere à participação de mulheres em cargos eletivos políticos”, afirmou. Na Câmara, ressaltou, dos 513 deputados apenas 45 são mulheres.

Na América Latina e Caribe, prosseguiu a deputada, o Brasil aparece à frente apenas da Colômbia, do Haiti e do Belize. Na Argentina, por exemplo, 40% do Parlamento é formado por mulheres, enquanto no Paraguai e no Panamá elas ocupam 50% dos assentos.

Conquistas

A deputada também ressaltou algumas conquistas das brasileiras no terreno da política. “Como coordenadora da bancada feminina, lembro que no ano passado ocorreu uma minirreforma eleitoral, em que as brasileiras saíram ganhando.” Ela destacou que a proposta prevê a destinação de 5% do fundo partidário à formação política de mulheres.

Além disso, as candidatas terão 10% do tempo integral de propaganda dos partidos políticos. “E o melhor, conseguimos mudar o verbo na lei de cotas. Antes, a lei dizia que os partidos deviam reservar 30% [das vagas para mulheres]”. Agora, disse, essa cota não deve ser apenas reservada, mas preenchida com mulheres.

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