Vocês nunca vão me encontrar reclamando de heranças malditas, esteja eu onde estiver, diz ministro Geddel Vieira Lima em crítica ao governador Jaques Wagner

“Vocês nunca vão me encontrar reclamando de heranças malditas, esteja eu onde estiver. Jamais tentarei transferir para o passado responsabilidades do presente, como muita gente gosta de fazer aqui na Bahia”. A observação foi feita hoje (dia 08/03/2010) pelo ministro da Integração Nacional, Geddel Vieira Lima, em seu comentário semanal na Rádio Metrópole, quando falou sobre a inauguração da primeira etapa do Projeto Salitre, ocorrida na última sexta-feira em Juazeiro, com a presença do presidente Lula e da ministra Dilma Roussef.

Obra de responsabilidade do Ministério da Integração Nacional, o Projeto Salitre, explicou o ministro Geddel, teve agora a sua primeira etapa concluída depois de ter sido iniciada na década de 90 e ter ficado paralisada por vários anos: “Quando assinei a ordem de serviço para retomar as obras do Salitre, em 2007, alguns achavam impossível que pudéssemos apresentar resultado concreto em tão pouco tempo”.

Geddel observou que um projeto como o Salitre “transforma regiões pobres em ricas, ao criar condições para que o homem do campo produza riquezas, como já tem acontecido em outras áreas próximas de Juazeiro, município que graças à irrigação se destaca nacionalmente pelos indicadores econômicos e sociais”.

O ministro da Integração Nacional informou que, assim como o Salitre, outro grande projeto de irrigação na Bahia, o Baixio de Irecê, também terá sua primeira etapa inaugurada este ano. Depois de observar que os dois projetos, com recursos inteiramente do governo federal, são as duas maiores obras de infraestrutura em andamento na Bahia, Geddel disse que a sua “filosofia como homem público é a de manter aquilo que está dando certo e consertar o que está errado”.

Os projetos Salitre e Baixio de Irecê, segundo o ministro, foram concebidos pela Sudene na década de 60, levaram mais de duas décadas para sair do papel e estavam interrompidas quando ele assumiu o Ministério da Integração Nacional: “Em 2007, o presidente Lula incluiu os dois projetos no PAC para que eles pudessem andar com rapidez”.

“A mim não interessava”, prosseguiu Geddel, “se a herança era maldita ou bendita. Naquela situação somente uma coisa era realmente importante: retomar as obras, corrigir o que estava errado, botar os projetos para funcionar e não permitir que os recursos públicos já gastos ficassem sem retorno. O que ocorre é que enquanto outros estão se queixando e transferindo responsabilidades, nós estamos trabalhando de verdade ao lado do presidente Lula e apresentando resultados concretos para todo o Brasil”.

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