Secretário diz que corrente de comércio externo está no nível mais alto da história

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As exportações brasileiras somaram US$ 23,502 bilhões no bimestre janeiro/fevereiro, contra importações de US$ 23,274 bilhões no mesmo período, o que resulta no nível mais alto da história tanto nas compras quanto nas vendas, informou o secretário de Comércio Exterior, Welber Barral.

Porém, na comparação com o primeiro bimestre do ano passado, e tomando por base a média diária, as importações cresceram em ritmo mais forte do que as exportações. Enquanto o exportador brasileiro vendeu 24,5% a mais que em 2009, o comércio interno absorveu 31,7% a mais em produtos estrangeiros.

Em consequência, o saldo da balança comercial (exportações menos importações) foi de US$ 394 milhões em fevereiro (o mais baixo para meses de fevereiro, desde 2002) e o resultado de janeiro foi ainda pior, com déficit de US$ 166 milhões. Por isso, o superávit acumulado no bimestre ficou em US$ 228 milhões, o que corresponde a 18,5% do saldo registrado em igual período de 2009.

Barral ressaltou, porém, que “existe tendência de recuperação das vendas de produtos primários nos próximos meses”, pois, a partir de março, começa a ser embarcada a produção agrícola da safra 2009/2010. Além disso, diz ele, “as principais economias dão sinais de recuperação econômica, em especial as economias emergentes”.

O secretário explicou que janeiro e fevereiro deste ano tiveram “recuperação muito boa” no comércio internacional também porque os mesmos meses do ano passado contabilizaram base de comércio muito baixa, por causa da crise financeira mundial, mas lembrou que os sinais de recuperação são evidentes, em razão dos aumentos de nossas exportações para os Estados Unidos (+17,3%) e países da Europa (+24,9%). Para alguns países emergentes, o aumento foi superior a 50%, acrescentou.

Houve crescimento das vendas brasileiras para quase todos os blocos econômicos, com exceção da África, que apresentou queda de 3,1% no mês passado, comparado ao mesmo mês de 2009. Barral destacou o aumento de 56,8% das vendas para países do Mercosul, puxadas pela Argentina, que comprou o equivalente a 81,6% do total de US$ 1,413 bilhão.

Ele ressaltou também os aumentos de 37,2% das exportações brasileiras para a América Latina e o Caribe, 33,2% para a Ásia (China com 29% do total), 50,8% para países do Oriente Médio e de 76,9% para países da Europa Oriental. Os dois últimos com valores de compras ainda relativamente pequenos, de US$ 579 milhões e US$ 352 milhões, respectivamente.

De acordo com números do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, os principais produtos exportados pelo Brasil foram minério de cobre, petróleo, carnes bovina e de frango, açúcar, ferro-liga, semimanufaturados de ferro e aço, óleos combustíveis, laminados planos, automóveis e autopeças, os dois últimos vendidos principalmente para a Argentina, a Alemanha e o México.

Do lado das importações, Barral disse que as principais compras brasileiras são de bens de capital (equipamentos e acessórios) para atender a um “mercado interno bastante aquecido”. Ele destacou também as fortes compras de combustíveis e lubrificantes. No todo, os volumes de importações foram maiores também em todos os blocos econômicos, comparando os meses de fevereiro deste ano e do ano passado.

Por países, os maiores fornecedores brasileiros foram os Estados Unidos (US$ 1,666 bilhão), a China (US$ 1,601 bilhão) e a Argentina (US$ 999 milhões). Essa ordem foi mantida também no caso dos maiores compradores de produtos brasileiros no bimestre: Estados Unidos (US$ 2,711 bilhões), China (US$ 2,338 bilhões) e Argentina (US$ 2,130 bilhões).

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