Plano de Educação Profissional da Bahia forma 290 técnicos nível médio; Governador Jaques Wagner participa da solenidade em Salvador

Governador Jaques Wagner participa da Cerimônia de Formatura de 290 técnicos nível médio.
Governador Jaques Wagner participa da Cerimônia de Formatura de 290 técnicos nível médio.

Clínicas, Administração, Logística, Instrumentos Musicais, Informática, Execução Instrumental e Eletromecânica, estão formados. A cerimônia de conclusão dos mais novos técnicos de nível médio do Plano de Educação Profissional da Bahia foi realizada no auditório do Centro Educacional Carneiro Ribeiro-Escola Parque, símbolo de fortalecimento da escola pública, e contou com a presença do governador Jaques Wagner e do secretário de Educação, Oswaldo Barreto.

Oriundos de quatro Centros Estaduais de Educação Profissional e cinco unidades escolares que oferecem Educação Profissional, os jovens estão, agora, aptos a adentrar o mercado de trabalho. Aproximadamente 1,5 mil pessoas, entre formandos, familiares, professores e funcionários, participaram da solenidade que marca o trabalho como princípio educativo.

“É um projeto que a gente acredita, acabei de vir de Brasília, do lançamento do PAC 2, que eu batizei de Programa de Aceleração da Cidadania, exatamente porque todas estas obras públicas, todo este serviço social, tem gerado inclusão por meio do trabalho, do emprego e da renda, e isso possibilita demandar cada vez mais qualificação profissional. Não adianta qualificar sem expectativa de trabalho, eu creio seguramente que estes jovens serão absorvidos”, disse o governador Jaques Wagner.

Segundo o secretário da Educação, Oswaldo Barreto, educação profissional é um programa prioritário da secretaria, o reflexo de uma preocupação em gerar empregos, mas preparando a juventude para o mercado de trabalho.

Balanço – Com a criação do Plano de Educação Profissional, lançado em 2008, aproximadamente 15 mil estudantes foram matriculados em 33 tipos de cursos, realizados em 38 municípios, sendo que em cada um dos 26 Territórios de Identidade foi implementado pelo menos um curso de Educação Profissional (EP). A partir de um convênio de R$ 57 milhões com o governo federal, por meio de adesão ao Programa Brasil Profissionalizado, foram instituídos os Centros Estaduais e Territoriais de Educação Profissional.

Só em 2009, 30 mil matrículas foram realizadas em 51 destes cursos profissionalizantes, oferecidos em 113 unidades escolares de 83 municípios. Os cursos são reconhecidos legalmente, com validade nacional. Em paralelo, são elaboradas diretrizes para estágio nos cursos técnicos e se inicia a formação de coordenadores técnicos e professores.

Neste ano, serão oferecidas 40,1 mil vagas e 101 cursos serão reconhecidos pelo Ministério da Educação (MEC). De acordo com a Secretaria de Educação, mais 40 cursos estão em fase final de avaliação e serão implantados oito Centros Estaduais e 27 Territoriais de Educação Profissional. O MEC liberou R$ 28 milhões em ampliação e reforma das unidades escolares.

Integração – Para o superintendente estadual de Educação Profissional, Almerico Lima, a educação profissional é um projeto estratégico que integra as educações básica e profissionalizante. “É uma premissa do governo preparar os jovens em três conjuntos de conhecimento, formá-los como pessoas, como trabalhadores e como cidadãos, tendo uma postura ética e ambientalmente sustentável.

Segundo balanço divulgado pela secretaria, os investimentos em educação profissional, entre 2008 e 2010, são de R$ 14,1 milhões, repassados para 107 unidades escolares. O Programa Brasil Profissionalizado viabilizou o aporte de R$ 5,1 milhões em equipamentos e acervo, em contrapartida com os R$ 4,6 milhões do Governo da Bahia. Em 2010, será repassado, até o final do ano, R$ 1,2 milhão para 34 unidades de Educação Profissional que iniciaram seus cursos.

Serão ainda 23 unidades de EP ampliadas e reformadas, num investimento de R$ 28,2 milhões do Programa Brasil Profissionalizante (PBP) e mais R$ 5 milhões do Governo do Estado, além de um repasse financeiro de R$ 3,2 milhões do PBP para mais duas unidades escolares.

Plano de Educação Profissional da Bahia integra ações públicas e privadas

Com o objetivo de construir uma rede estadual de Educação Profissional em articulação com ações públicas e privadas, aproveitando as estruturas existentes e priorizando recursos federais para adequar e equipar os espaços, o Plano de Educação Profissional da Bahia prevê investimentos em laboratórios já equipados e móveis – barco-escola e caminhão-laboratório. A rede é formada por centros estaduais (Ceep) e territoriais (Cetep) de Educação Profissional e Escolas de Ensino Médio.

São oferecidos cursos Técnico de Nível Médio, Formação Inicial e Continuada (FIC) e, futuramente, Tecnológico – superior, além de cursos técnicos pertencentes a todos os eixos tecnológicos previstos pelo MEC, com ênfase em Recursos naturais, Informática e Comunicação, Saúde, Segurança e Meio Ambiente, Gestão e Negócios, Infraestrutura, Controle e Processos Industriais, Produção Industrial, Produção Cultural e Design, Hospitalidade e Lazer, e Produção Alimentícia.

O formando em Análises Clínicas, Cássio Vilas Boas, 17 anos, escolheu o curso por influência da tia, que é da área de saúde. “Eu aprendi a ter responsabilidade e humildade. Lidamos com vidas. Estou concluindo o estágio em uma clinica e eles já demonstraram interesse em me manter no quadro. Pretendo fazer uma faculdade de biomedicina e continuar estudando”.

Também formanda em Análises Clínicas, Laís Lima, 19 anos, diz que a iniciativa do governo é muito importante para os estudantes que não possuem condições. “Este curso abriu as portas do mercado de trabalho para mim, por intermédio dele, terei um futuro profissional. No curso, aprendi a lidar com pacientes, vivi a rotina dos hospitais”.

Pioneirismo – O Plano de Educação Profissional da Bahia apresentará, em 2011, ações como pioneiras no Brasil que têm foco na territorialidade, abordando as potencialidades do estado, a sustentabilidade das unidades, os cursos implantados, a perspectiva pedagógica arrojada com base na matriz curricular – relação trabalho-educação-desenvolvimento e ciência-tecnologia-sociedade -, a gestão democrática e socialmente justa que pontua a formação de professores, gestores e técnicos, respeitando às culturas e vocações regionais, o atendimento às populações excluídas e a articulação entre iniciativas públicas – estado, governo federal e municípios – com ações sob gestão privada.

Os resultados são visíveis. Em 2007, havia apenas 4.016 alunos matriculados em cursos profissionalizantes. Em 2009, este número cresceu para 28.680, o que representa uma política educacional responsável.

Topa – Com o programa Todos pela Alfabetização (Topa), já foram inseridos 942 mil baianos nas salas de aula. A expectativa é que, com a criação de novas turmas, o programa supere a meta de alfabetizar um milhão de pessoas. O desafio do Topa é que pelo menos 40% dos egressos procurem dar continuidade aos estudos. O Topa atua em 415 municípios baianos.

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