Pescadores de Araci comemoram projeto de inclusão produtiva

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Renda familiar planejada, segurança alimentar garantida e um salário acima do mínimo. Emocionados, 52 pescadores de Araci e suas famílias comemoraram essa nova realidade. Eles são associados ao Sistema de Condomínio para o Desenvolvimento Sustentável, que funciona por meio de convênio entre a Secretaria de Desenvolvimento Social e Combate à Pobreza (Sedes), como parte do programa Pescando Renda e a Associação de Pescadores de Poço Grande.

Na quinta-feira (18/03/2010), os pescadores receberam a visita do secretário Valmir Assunção, da superintendente de Inclusão Alimentar, Ana Torquato, e do superintendente do Ministério da Pesca e da Aqüicultura, Marcelino Gallo. O projeto é pioneiro em geração de renda, segurança alimentar, com sustentabilidade e inclusão continuada. Por meio dele, a produção dos peixes é feita de forma planejada e associativa, promovendo e incentivando o aproveitamento racional sustentável dos recursos hídricos existentes na localidade.

Com recursos do convênio, no valor de R$ 809,8 mil, os pescadores adquirem o kit Pescando Renda – um para cada família beneficiada. Cada kit contém cinco unidades de tanques-rede, um bolsão para berçário, seis mil alevinos de tilápia e quase cinco mil quilos de ração para cada ciclo do projeto.

“Estamos vivendo um novo momento”, afirmou o presidente da Associação dos pescadores, Francisco Lima. Ele afirmou que os pescadores se sentem mais seguros. “Se antes saíamos para pescar sem nenhuma perspectiva, agora sabemos que a renda independe da boa ou má pescaria”.

Fundo de Inclusão Social

No Sistema de Condomínio elaborado pela Sedes, cada beneficiário contribui com 10% da produção bruta do ciclo produtivo que é revertido para o Fundo de Inclusão Social (FIS). Com o recurso do FIS, o condomínio adquire novos kit’s Pescando Renda e equipamentos necessários à cadeia produtiva da aquicultura, além de proporcionar a inclusão de mais famílias ao processo. Com isso, o projeto quer atender a todos os associados da entidade – cerca de 200 integrantes – e ampliar alternativas de produção. Já se produz filé de pescado o que vai criar novas expectativas de comercialização.

Segundo Lima, o objetivo é garantir, a todos os pescadores, uma renda acima de R$ 1,5 mil. Além da segurança que passaram a ter, com os criatórios, a associação comercializa o peixe para várias prefeituras, entidades e movimentos sociais. “Ainda este mês estamos fechando com a Prefeitura de Serrinha, a comercialização do nosso produto para a merenda escolar do município”.

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Redação do Jornal Grande Bahia
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