Presidente Barack Obama sanciona reforma da Saúde e anuncia nova era nos EUA

Em Seattle, Washington, o presidente Barack Obama faz comentários sobre o projeto de reforma do seguro saúde, em 23 de março de 2010. A partir da esquerda, o vice-presidente Joe Biden, Vicki Kennedy, esposa do falecido senador Edward Kennedy, e Marcelas Owens, de 11 anos.
Em Seattle, Washington, o presidente Barack Obama faz comentários sobre o projeto de reforma do seguro saúde, em 23 de março de 2010. A partir da esquerda, o vice-presidente Joe Biden, Vicki Kennedy, esposa do falecido senador Edward Kennedy, e Marcelas Owens, de 11 anos.

Em uma cerimônia na Casa Branca, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, sancionou nesta terça-feira (23/03/2010) a lei que autoriza a reforma no sistema de saúde do país.

“Esta reforma marca o início de uma nova era nos Estados Unidos”, afirmou Obama durante a cerimônia de assinatura da lei, na qual foi muito aplaudido por representantes democratas das duas casas do Congresso, convidados para o evento.

“Hoje, depois quase um século de julgamento, hoje depois de mais de um ano de debate, hoje depois de todos os votos terem sido contados, o seguro-saúde se torna lei nos Estados Unidos. Hoje, toda a retórica superaquecida acerca da reforma vai finalmente confrontar a realidade da reforma.”

A reforma é a principal bandeira da política doméstica de Obama e foi aprovada no domingo, por uma margem apertada de 219 votos a favor e 212 contra – apenas três votos favoráveis a mais do que o mínimo necessário.

Republicanos

Dentre os votos contrários, a maioria veio dos republicanos, que foram unânimes em rejeitar a proposta. Mas dezenas de democratas mais conservadores também manifestaram sua opinião divergente da do governo.

Em um ano de eleições legislativas, em que parte do Congresso será renovada, muitos não queriam aprovar um projeto polêmico que, entre outras medidas, inclui a criação de impostos.

No final das contas, apenas 34 democratas rejeitaram a reforma, o que permitiu essa vitória pela margem reduzida de três votos.

Apesar da vitória de Obama, membros da oposição republicana afirmaram que continuarão resistindo à reforma.

Segundo o secretário de Justiça da Flórida, o republicano Bill McCollum, dez Estados americanos pretendem questionar a legalidade da nova lei. De acordo com ele, a medida para provar a suposta inconstitucionalidade da nova legislação tem o apoio da Carolina do Sul, Nebraska, Texas, Utah, Pensilvânia, Washington, Dakota do Norte, Dakota do Sul e Alabama.

Mais de 30 Estados republicanos estão se preparando para aprovar medidas que dificultariam a viabilidade a lei.

Os republicanos disseram ainda que, se retomarem o controle do Congresso nas eleições de novembro, tentarão mudar a legislação.

Projeto bilionário

A reforma da saúde deverá custar aos cofres públicos US$ 940 bilhões (cerca de R$ 1,69 trilhão) em dez anos.

Por outro lado, ela também reduzirá o déficit do país em US$ 138 bilhões (cerca de R$ 247 bilhões) no período.

Segundo Obama, ela vai possibilitar o acesso a um seguro de saúde a cerca de 32 milhões de americanos que hoje não contam com cobertura médica.

Ainda nesta semana, o presidente visita o Estado de Iowa para falar de como a nova lei vai ajudar a reduzir os gastos com saúde em pequenas empresas e famílias.

*Com informações da BBC Brasil.

O presidente Barack Obama assina o projeto de Reforma do Seguro Saúde na Sala Leste da Casa Branca, em 23 de março de 2010.
O presidente Barack Obama assina o projeto de Reforma do Seguro Saúde na Sala Leste da Casa Branca, em 23 de março de 2010.
O presidente Barack Obama assina uma Ordem Executiva que reafirma a consistência da Lei de Proteção ao Paciente e Cuidados Acessíveis com uso de fundos federais, no Salão Oval da Casa Branca, em 24 de março de 2010.
O presidente Barack Obama assina uma Ordem Executiva que reafirma a consistência da Lei de Proteção ao Paciente e Cuidados Acessíveis com uso de fundos federais, no Salão Oval da Casa Branca, em 24 de março de 2010.
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