Jornalista da Tribuna da Bahia, Jânio Lopo, falece vítima de complicações cardíacas

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Acaba de falecer em Salvador no início da tarde de hoje, o colunista e editor de política do jornal Tribuna da Bahia, Jânio Lopo vítima de complicações cardíacas. Ele estava internado desde a última quinta-feira (04/03/2010) na Fundação Bahiana de Cardiologia, localizada no bairro do Itaigara, em Salvador.

Jânio, completaria 52 anos no dia 15 deste mês, teve um mal estar na manhã de ontem e no início da noite sofreu um infarto. Ele aguardava em coma induzido a realização de uma cirurgia para desobstruir a carótida, procedimento considerado extremamente delicado por médicos especialistas, mas não resistiu e morreu no início desta tarde.

Lopo atuou como jornalista nos principais veículos impressos de Salvador. Em 30 anos de carreira, dos quais 20 foram dedicados à área política, conquistou a credibilidade e o carisma de vários leitores. Foi assessor de imprensa de órgãos públicos e empresas privadas e, como último trabalho, atuou como diretor de jornalismo do site “Política Hoje” e colunista e editor do Jornal Tribuna da Bahia. O sepultamento de Jânio Lopo será realizado neste sábado (06), às 11h, no Cemitério Jardim da Saudade, no bairro de Brotas.

Nota de pesar pelo falecimento do jornalista Jânio Lopo

“A imprensa baiana perdeu hoje um representante exemplar. Ao longo da sua carreira, o jornalista e intelectual, Jânio Lopo, exerceu com eficiência o propósito da profissão, que é informar à sociedade sobre os acontecimentos, principalmente da esfera política, para que seja formada de fato por cidadãos.

Registro meu pesar aos familiares e amigos deste grande profissional.”

*Deputado Severiano Alves

Ministro Geddel lamenta morte de Janio Lopo

O ministro da Integração Nacional, Geddel Vieira Lima sente a perda do jornalista baiano Janio Lopo, editor de política da Tribuna da Bahia e do site Política Hoje, que morreu na tarde desta sexta-feira. “Fui surpreendido com a notícia do falecimento de Janio e sofro com a perda. Me entristece muito. Via nele um jornalista competente, honesto e preso a verdade, além disso, um amigo do qual vou sentir falta. Peço a Deus que conforte a família e àqueles que, como eu, têm um carinho especial por ele”, disse Geddel.

Nota de pesar da Executiva Estadual do PMDB

O PMDB – PARTIDO DO MOVIMENTO DEMOCRÁTICO BRASILEIRO – vem comungar com a família, amigos e os profissionais da imprensa baiana, o sentimento de irreparável perda pelo falecimento do jornalista JANIO LOPO, ocorrido nesta sexta-feira, dia 05.

Um dos mais conceituados e respeitados profissionais da imprensa da Bahia, Janio Lopo construiu uma carreira profissional pautada pela coragem, firmeza, coerência e total intransigência na defesa da verdade e da liberdade de expressão. Da mesma forma como a sua conduta pessoal sempre se caracterizou pela sinceridade, lealdade e solidariedade para com os amigos.

A sua breve trajetória de vida deve servir como exemplo aos jovens jornalistas e àqueles que, nos bancos das universidades se preparam para exercer o ofício de levar a verdade dos fatos à opinião pública. Mas, principalmente, deve servir como referência para todos os que estejam comprometidos com a construção de uma sociedade mais justa, sem desigualdades e com um mundo em que todos, sem exceção, sejam verdadeiramente cidadãos.

LÚCIO VIEIRA LIMA
PRESIDENTE DO PMDB DA BAHIA

Leia artigo político do jornalista Jânio Lopo

Afinal, quem é Sarney? Por Jânio Lopo | Publicado em 27/07/2009.

Quando se trata de opinar sobre o caso José Sarney, noto a preocupação da elite brasileira ? à frente o presidente Luiz Inácio Lula da Silva ? em não atacá-lo frontalmente. Essa classe de privilegiados tem tido o cuidado de recomendar o estudo da biografia do acusado antes de mandá-lo à fogueira. Seria até uma atitude louvável das chamadas cabeças coroadas deste país não querer melindrar os personagens cuja história pessoal e política enriqueceram (falo no bom sentido) as páginas heróicas do Brasil. No entanto, sejamos claros e objetivos: o que devemos a Sarney? Qual a sua contribuição efetiva para que tivéssemos um passado digno e reconhecidamente de conquistas internas e externas? Não somos, verdadeiramente, uma Nação séria. Se fôssemos, não deixaríamos que figura como ele alcançasse os primeiros degraus da vida pública de Pindorama. Sarney é uma farsa. Um engodo.

Falo do ponto de vista das ações práticas. Seu passado e seu presente não o deixam mentir nem tampouco esconder o que representou e o que representa para o conjunto da nossa sociedade. Estamos falando de um homem que serviu à ditadura. Foi um dos seus principais porta-vozes. Graças aos tempos nebulosos comandados pelos militares, Sarney transformou-se num dos maiores e mais temidos coronéis do Nordeste. Acumula uma fortuna cuja origem é duvidosa.

O dono da Maranhão, como é conhecido nacionalmente, caiu de para-quedas na Presidência da República graças à inesperada morte de Tancredo Neves, eleito pelo Congresso Nacional. Sua passagem pelo cargo foi desastrosa. Experimentamos uma fase de inflação de praticamente 100 por cento ao mês. Às vésperas das eleições legislativas, o famigerado Plano Sarney zerou artificialmente os índices inflacionários, que explodiram dramaticamente após o pleito em que seu partido, o PMDB, fez todos os governadores dos estados brasileiros, com a exceção de Sergipe, onde venceu o PDS.

Sarney sempre foi um comandado dos grandes grupos econômicos. Era um fantoche nas mãos do seu escudeiro, amigo e ministro das Comunicações à época, Antonio Carlos Magalhães. Não satisfeito com a capitania maranhense, cujo eleitorado já dava sinais de querer livrar-se do donatário, invade o Amapá, tornando-se seu proprietário e por onde elegeu-se pela segunda ou terceira vez senador da República. É essa, em resumo, a sua biografia. Aliás, ia esquecendo: Sarney imortalizou-se ao ingressar (Deus sabe como) na Academia Brasileira de Letras (ABL).

Irritante é saber que nossos intelectuais ainda não levantaram a voz para condená-lo pelos escândalos que protagoniza hoje (e no passado) no Congresso Nacional. O Sarney de ontem é igualzinho ao Sarney de hoje. Sarney dos conchavos na calada da noite, Sarney dos atos secretos, Sarney preocupado em bons cargos públicos para a família e apaniguados. Que tipo de biografia é essa que temos de reverenciar ou levar em consideração como sugere Lula?

Estamos diante de um estelionato político. Já disse e repito: a esta altura não basta tirar-lhe da presidência do Senado. É imprescindível a cassação do seu mandato enquanto senador e a suspensão, por tempo indeterminado, dos seus direitos políticos, evitando, assim, que ele retorne à vida pública. Só queremos justiça e mais nada. No entanto, como este é um país injusto e desigual por conta dos sarneys que mandam e desmandam nos destinos dos mais fracos e desprotegidos, nem isso (justiça) podemos esperar.”

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Tribuna da Bahia | O adeus de Jânio Lopo

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