Governo Obama quer trabalhar em conjunto com o Brasil na América Latina, reforça subsecretária

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A maioria dos países da América Latina está avançando com processos “muito democráticos”, embora alguns poucos não respeitem ainda esse princípios, disse a subsecretária para Democracia e Assuntos Globais dos Estados Unidos, María Otero. Como exemplo recente de amadurecimento da democracia, ela citou a chegada ao poder do presidente do Uruguai, José Mujica, um ex-guerrilheiro tupamaro. No entanto, absteve-se de nomear que nações podem pôr em risco a democracia na região.

“Os países estão vendo que fortalecer as instituições democráticas e os processos democráticos é importante. Não é só eleição. Acho que deveríamos estar otimistas na região, porque é isso que estamos vendo”. Segundo ela, o governo do presidente Barack Obama vê muitas oportunidades para trabalhar em conjunto com o Brasil na América Latina, porque o país tem instituições democráticas, o que é um exemplo para a região.

A segurança é outro elemento destacado pela subsecretária norte-americana. Isso inclui desde forças policiais responsáveis e eficazes até melhores condições ambientais e de acesso à água, afirmou durante a palestra Brasil-EUA: Parceria para o Progresso da América Latina, promovida pelo Consulado dos Estados Unidos, na Fundação Getulio Vargas.

A proteção às populações mais vulneráveis, a luta contra o trabalho escravo e a exploração sexual, o combate ao aquecimento global são alguns temas prioritários para ambos os países, destacou a subsecretária. “Podemos nem sempre estar de acordo – o Irã é um bom exemplo -, mas mantemos um diálogo coerente e honesto e creio que os dois países se enriqueceram com isso”.

María Otero enfatizou que os governos Obama e Lula estão voltando as atenções para a África, com o objetivo de contribuir para a melhoria da saúde, da agricultura e da situação dos pobres naquele continente. Ela ressaltou, contudo, que o apoio deverá ser planejado após consulta aos países que serão beneficiados. ”Isso é inovador”.

O programa bilateral para apoio à África ainda está sendo formatado. María Otero não soube informar o volume recursos que será aplicada naquela região.

Estados Unidos querem também estreitar a cooperação com o Brasil na área de ciência, tecnologia e inovação, “para aprender com o que o Brasil está fazendo”. Ela estimou que os esforços para combater as mudanças climáticas talvez sejam a maior área de colaboração bilateral.

O assunto será discutido pela subsecretária na próxima segunda-feira (29), em Brasília, durante a reunião da Agenda Comum EUA-Brasil para o Meio Ambiente, quando começarão a ser identificadas prioridades sobre o tema.

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