Eu sou o resultado da polêmica, diz presidente Lula

O presidente Lula defendeu, em discurso de abertura da II Conferência Nacional de Cultura, na noite desta quinta-feira (11/3), a pluridade dos movimentos culturais e a participação de artistas.
O presidente Lula defendeu, em discurso de abertura da II Conferência Nacional de Cultura, na noite desta quinta-feira (11/3), a pluridade dos movimentos culturais e a participação de artistas.

O presidente Lula defendeu, em discurso de abertura da II Conferência Nacional de Cultura, na noite desta quinta-feira (11/03/2010), a pluridade dos movimentos culturais e a participação de artistas das mais variadas manifestações culturais nos meios de comunicação eletrônicos. “Se os artistas que aqui se apresentaram pudessem ir para um programa de televisão, äs 15h, mostrarem suas artes seriam muito valorizados. Imaginem artistas regionais mostrando, por exemplo, a dança do carimbó do Pará. Isso seria muito importante”, destacou o presidente.

Anteriormente, Lula havia demonstrado, por exemplo, que as programadoras de tvs a cabo colocam no ar os chamados enlatados. Segundo ele, alguns filmes são repetidos por diversas vezes que o telespectador fica íntimo dos atores estrangeiros. Ele brincou que de tanto assistir determinada fita já decorrou a expressão labial. Porém, o presidente destacou que alguns movimentos que vem sendo promovido pelo governo federal nos últimos meses têm mexido com os interesses de segmentos da sociedade brasileira. Por este motivo, pediu que setores ajudem a construir aquilo que defende como o melhor para o país.

A cerimônia de abertura da conferência aconteceu na Sala Villa-Lobos, do Teatro Nacional, e contou com a participação de representantes de movimentos culturiais dos mais diversos municípios brasileiros. De acordo com a coordenadora da II Conferência Nacional de Cultura, Silvana Meireles, a formatação teve a participação, nas etapas anteriores, de 200 mil cidadãos. Essa diversificação fez com que o presidente Lula destaca-se a importância das conferências que o governo federal vem promovendo como forma de ter opiniões das mais variadas possíveis. Até o momento, segundo Lula, foram realizadas 67 conferências no âmbito nacional abordando os assuntos mais variados.

Então, o presidente aproveitou a oportunidade para lembrar da reação de alguns grupos empresariais do setor de comunicação quando da I Conferência Nacional de Comunicação (Confecom), que ocorreu em Brasília. “Resolvemos convidar empresários de toda área de comunicação. Um grupo de empresários não quis comparecer, mas foi um debate extraordinário”, expressou o presidente para mais adiante assegurar, que em função da revolução do setor de comunicação, é preciso mudar a legislação. As leis em vigor foram editadas nos anos 60.

Ainda na conversa com os participantes da conferência, Lula informou que a criação do fundo social que receberá recursos do pré-sal terá uma fatia para a cultura. De acordo com o presidente, o volume de dinheiro poderá elevar o percentual destinado do Orçamento da União que, atualmente, não ultrapassa 1%. Lula destacou também o fato de que a conferência de cultura conta com 60% dos delegados oriundos dos pontos mais distantes do país. “São companheiros que vieram para Brasília e que nunca tiveram a chance de discutir a política cultural, muito menos com um presidente da República”, assegurou.

A festa de abertura teve o equilíbrio da apresentação de artistas e os discursos de autoridades e representantes da sociedade civil. A plateia mostrou-se entusiasmada e interferia com aplausos ou pedidos para a inclusão do nome do estado nos discursos. O artista Antônio Nobrega foi o primeiro a se apresentar. Após performance, Nóbrega leu um discurso no qual destacou a importância da participação dos artistas na conferência. Ao ministro da Cultura, Juca Ferreira, coube um pronunciamento emocionante e de improviso, onde, entre outras coisas, disse que é importante valorizar “o cidadão pipoca”, uma alusão aos foliões da Bahia que se divertem no período de carnaval sem pertencerem a determinados blocos carnavalescos. Ferreira defendeu o papel do Estado comom indutor a cultura, financiando os mais diversos grupos no país.

A ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, informou que o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) II, que vem sendo elaborado pelo governo federal, terá espaço para investimento em cultura. Porém, ela destacou que a maior fonte de recursos virá do fundo social do pré-sal. A ministra lembrou também que o governo vem alinhavando o Plano Nacional de Banda Larga que permitirá a universalização deste serviço às famílias de menor poder aquisitivo.

A noite contou ainda com as apresentações da Intrépida Troupe e dos cantores Chico César, Célia Porto e Mônica Salmasso, que encerrou a cerimônia entoando músicas de Chico Buarque. A conferência prossegue até o próximo sábado quando será aprovado documento com as diretrizes daquilo que a sociedade brasileira quer como sendo uma política cultural.

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