Dinheiro tem. Falta governo | Por Geddel Vieira Lima

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Enquanto o governo da Bahia se lamenta e se põe como vítima de uma tal “herança maldita”, milhões de dólares em linhas de crédito para a Bahia estão aprovadas pelo Banco Mundial. São 189,3 milhões de dólares para a nossa terra, com projetos já aprovados, esperando que alguém faça o devido uso deles.

190 milhões de dólares esperando a Bahia

Para vocês terem uma idéia, a linha de crédito aprovada para o projeto de ampliação e manutenção da rede de rodovias estaduais (P095460) é de 100 milhões de dólares. Foram utilizados 5 milhões. O projeto de recuperação de favelas e áreas de concentração de pobreza urbana (P081436), disponibiliza 49,3 milhões de dólares. Foram utilizados 6,6. Pior: esta linha de crédito só é válida até janeiro de 2011. Para o desenvolvimento sustentável no bioma da Caatinga existem 10 milhões de dólares em crédito para a Bahia e Ceará. Foram utilizados 1,7 milhão.

Parece inacreditável, mas existem 30 milhões de dólares nos cofres do Banco Mundial, destinados à redução da pobreza rural, pelo projeto P110617. Sabem quantos dólares foram utilizados pelo atual governo da Bahia para implantar este projeto? Nem um único dólar. Zero.

Estes dados formam um consistente diagnóstico de deficiência de gestão, de falta de capacidade –ou disposição- para tirar do papel projetos que já possuem os recursos destinados à sua realização.

O mesmo cenário é encontrado junto ao BNDES – Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social, o agente nacional do desenvolvimento. Sem apresentar projetos relevantes, a Bahia captou 3,3 bilhões de reais em 2009 enquanto Pernambuco captou mais de 13 bilhões. Observe-se que o total de recursos destinados pelo BNDES para o Nordeste, neste ano, foi de 22 bilhões, significando que a Bahia captou pouco mais de 10% enquanto Pernambuco captou mais da metade do “bolo”.

Exemplos gritantes desta inaptidão para lutar pela Bahia não faltam.

O IAF-Instituto dos Auditores Fiscais, mostra que no período de 2006 a 2009, a Bahia foi o estado brasileiro com pior desempenho em arrecadação de ICMS, um dos indicadores mais fortes de desempenho econômico. A Bahia, neste período, aumentou a arrecadação de ICMS em 17,8% enquanto outros estados do Nordeste atingiram índices bem superiores, como os 41,6% de Pernambuco ou os 37,5% do Maranhão. O estado de Roraima liderou o crescimento com um índice de 58,53%. A média nacional foi de 33,25%, praticamente o dobro do desempenho baiano. Segundo declaração de Helcônio Almeida, presidente do IAF: “A economia estagnou. Estamos vendo outros estados do Nordeste em crescimento e a Bahia, nada.”

Precisa dizer mais alguma coisa?

*Com informações de Geddel Vieira Lima

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