Conjuntura, campanha e corrupção | Por Carlos Lima

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Eleição ou referendo

Meus amigos, a realização de eleições com baixo nível ideológico e assistencialismo, sempre coloca em prática o emprego de campanhas com ações negativas e alimentadas pela corrupção. Tudo indica que esse comportamento político adotado por partidos e políticos, pode estar se repetindo nas eleições desse ano.

Nesse momento, existe praticamente uma nuvem de notícias desgastantes para os Democratas, principalmente no governo do distrito Federal. Essas notícias vêm sendo repercutida com intensidade pela mídia. A exemplo da tentativa, de se tentar atingir o governo Lula com a CPI da Petrobrás, e mais recentemente com as denúncias sobre o Banccop. Resgatando temas que também foram abordados na época do mensalão, sobre o financiamento de campanha.

O Bancoop, a Petrobrá, não deixa de ser um objeto visível para os grandes eleitorados. São discutíveis fontes de denúncias, corrupção e todo tipo de irregularidade, explorada por partidos, imprensa e políticos, conforme seus próprios interesses.

É importante registrar que campanhas negativas funcionam nas duas (todas) direções. As forças governistas ainda não se moveram nesse campo e não se pode lhes atribuir qualquer manobra (ainda) cujo alvo seja a oposição ou os seus candidatos presidência da república.

Pode ser que a frustrada experiência com o dossiê Serra em 2006, tenha recomendado prudência. Entretanto, a perspectiva de derrota inevitável torna as pessoas menos prudentes. O que entendo não se aplicar ao PT, nesse momento.

Se não estou equivocado na minha avaliação, esse fato da derrota eminente está acontecendo com José Serra. Sua campanha não está nas ruas com a sua aprovação, não se definiu e não se sabe com certeza se será candidato a presidência da república. Seus correligionários afirmam, Serra vacila, não tem certeza, não passa confiança, não tem firmeza, o eleitorado pode não entender e reduzir os questionamentos em relação a candidatura de Dilma.

Uma coisa é certa, a lenta recuperação da crise econômica que atingiu o paí (como uma marolinha), os problemas de saúde de Dilma Rousseff (CA) e o estresse (incertezas) da relação PMDB-PT não impediram o crescimento da candidatura petista, muito pelo contrário, influenciaram e ampliaram a incerteza de José Serra.

Os eventos públicos se sucedem, mas nem de longe demonstram a força do que será a campanha de Dilma, não se enganem. Lula vai transferir votos, sim.

Surpreendentemente, para muitos, Dilma Rousseff vem revertendo uma desconfortável taxa de rejeição (interna e externa) e ampliando sua percentual de aprovação popular. Era tudo que José Serra e o PSDB não desejavam, não imaginavam que essa situação poderia ocorrer com tanta rapidez e intensidade.

Esse ambiente fugiu das perspectivas e dos planos do governador José Serra, fazendo com que houvesse um resfriamento na tomada de decisão. Sua queda nas pesquisas está ocorrendo com uma rapidez que obriga o governador a pensar mais nas suas possibilidades políticas (governo de São Paulo).

Seu percentual, (com margem de segurança) para um crescimento confortável na preferência nacional deixou de existir, ou seja, a queda nas pesquisas teve início muito antes do que se poderia esperar esse declínio não será fácil de ser revertido, mesmo com a propaganda eletrônica no horário gratuito. Serra está sem bandeira…

Minha preocupação maior, é de que corremos o risco das eleições, para presidente, ser apenas um referendo.

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