Cacau da Bahia quer alcançar mercados da Ásia

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“Este é o ano para o produtor transformar o cacau em chocolate”, afirmou o presidente da Associação dos Produtores de Cacau, (APC), Henrique de Almeida, durante palestra sobre “Novos Mercados de Cacau e Chocolate”, realizada na manhã desta quinta-feira, (04/03/2010), no II Seminário SustentabilidadeEconômica e Ambiental da Cacauicultura, realizado no auditório do Senar,em Gandu.

Ele afirmou que, em parceria com a Secretaria da Agricultura, Irrigação e Reforma Agrária, Seagri, e a Ceplac, será inaugurada ainda neste semestre uma unidade produtora de chocolate, na Ceplac, “para iniciarmos o processo de industrialização do cacau”. Henrique afirmou que “estamos trabalhando para alcançar novos mercados na Europa e na Ásia, especialmente na China”.

“A China representa um enorme mercado para o nosso chocolate, e já iniciamos conversações com o mercado chinês para iniciarmos as exportações”, disse o secretário da Agricultura, Roberto Muniz, ao participar durante o seminário de um debate com os produtores e lideranças da Gandu. Ele destacou que o município tem organização na base produtiva e disse que “vamos colocar em funcionamento, o mais rápido possível, a fábrica de chocolate que está sendo montada na Ceplac, na estrada Ilhéus/Itabuna. Muniz relatou ainda que o projeto de uma fábrica de chocolate em Gandu, para ser operada pela Cooperativa Agrícola, foi apresentado pela Seagri ao BNDES, onde se encontra em fase de análise.

O seminário foi palco do lançamento do Programa de Inovação Tecnológica, elaborado em parceria do Instituto Cabruca com a Seagri (EBDA e Adab), UESC, Ceplac e Instituto Tecnológico de Alimentos, Ital-SP. “Conseguimos a aprovação do programa pelo CNPQ-MDA”, disse Durval Libânio, Secretário Executivo do Instituto Cabruca, acrescentando que “nos próximos dias estaremos ministrando, com o Ital, um curso de qualidade para os produtores de cacau”.

Durval Libânio destacou que o seminário teve também o objetivo de despertar o produtor para a importância da qualidade e da necessidade de agregar valor ao cacau. “Para isso vamos criar o “Padrão de Qualidade Gandu”, um selo de certificação sócio-ambiental que será conferido pela Imaflora, uma ONG de Piracicaba. Será o selo Rainforest”.

Gandu é hoje um dos maiores produtores de cacau da região e é o único município, conforme declarou Durval Libânio, que tem uma cooperativa organizada, ligada a uma cooperativa de crédito. “Temos um arranjo produtivo local, com a participação do sindicato rural, cooperativa de produtores e cooperativa de crédito, que pode servir de modelo para outras regiões”, disse o presidente do Sindicato Rural de Gandu, Renato Dias Souza. A Cooperativa de Gandu, com 730 cooperados, vem há três anos exportando amêndoas de cacau para a França e Itália.

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