Produtores e Pesquisadores participam de seminário no auditório do SEBRAE

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Nos dias 26 e 27 de fevereiro de 2010, Salvador discute economia da música no Brasil no auditório do Sebrae, próximo ao largo dos Aflitos. Especialistas apresentam pesquisas recentes sobre o setor da economia que em 2008 movimentou R$ 359,9 milhões com as vendas de CDs, DVDs e receitas decorrentes do mercado digital.

Produtores, pesquisadores, escolas de música, estúdios, músicos e associações dos mais diversos gêneros musicais, filarmônicas, rádios públicas e privadas e outros agentes da dinâmica produtiva da música do Brasil participam nos próximos dias 26 e 27 de fevereiro, no auditório do SEBRAE, do Seminário Economia da Música. No evento serão apresentadas as mais recentes pesquisas e estudos de casos de vários estados do país com foco em informações sobre o panorama atual da economia da música, novos e antigos modelos de negócios e metodologias de pesquisa. Dados da Associação Brasileira dos Produtores de Disco mostram que, em 2008, o setor movimentou R$ 359,9 milhões com as vendas de CDs, DVDs e receitas decorrentes do mercado digital.

O Seminário é um importante passo na elaboração de políticas públicas que atuem diretamente no desenvolvimento do setor musical e na profissionalização dos agentes produtivos na Bahia. A realização é da Secretaria de Cultura do Estado (SecultBA) e SEBRAE-Ba, em parceira com o Ministério da Cultura (MinC) e Secretaria Estadual de Planejamento.

“Esse seminário é fundamental para conhecermos a metodologia já aplicada por outros pesquisadores e criarmos um direcionamento, para realizarmos o mapeamento da cadeia produtiva. A música está presente em todos os territórios da Bahia e precisamos desenvolver um olhar mais amplo”, garante o diretor de Música da Fundação Cultural do Estado da Bahia/SecultBA, Gilberto Monte.

“A Bahia só perde para Rio de Janeiro e São Paulo em termos de direitos autorais, obras e editoras musicais. A organização está a cada dia mais crescente e vem se tornando referência da economia local e se configurando como um estado potencialmente relevante nos direitos autorais. Isso se dá porque os artistas são os próprios gestores de suas carreiras, movimentando e tendo posse do capital político e financeiro” afirma Armando Alexandre Castro, doutorando em administração pela UFBa e especialista em história social, que faz palestra Seminário.

Economia criativa em discussão – No dia 26, após a abertura do evento, a mesa Panorama Atual da Economia da Música com o economista da UFRJ, Marcelo Pessoa de Matos abre a discussão com uma palestra sobre as perspectivas de desenvolvimento da indústria musical no Brasil. Em seguida, Patrícia Mayana, especialista em mercados do Sebrae, irá apresentar um Estudo de Mercado da Música Independente. Um debate com os pesquisadores e os debatedores KK Mamoni (ABEART – Associação Brasileira de Empresários Artísticos) e Pablo Capilé (Rede Fora do Eixo) encerra a mesa.

No dia 27, o tema será Economia da Música: Modelos de negócios, com apresentações de estudos de caso. A mesa abre com o doutor em comunicação da UFRJ, Micael Herschmann, falando sobre a experiência do circuito do choro carioca na palestra “Lapa: Cidade da Música”. Em seguida, a jornalista paraense do Instituto Overmundo, Oona Castro, apresenta o “Tecnobrega: O Pará Reinventando o Negócio da Música”. Para finalizar, uma apresentação sobre a Organização da Produção Musical Soteropolitana e o caso da Axé Music, com o doutorando em administração e especialista em história social Armando Alexandre Castro. A mediação do debate será feita pelo Superintendente de Promoção Cultural da Secretaria de Cultura do Estado, Carlos Paiva.

Além de apresentar pesquisas e metodologias utilizadas na área da música, o seminário vai auxiliar o governo na contratação de pesquisa própria sobre o setor musical baiano a ser iniciada em maio e lançada até novembro de 2010. A pesquisa setorial deverá subsidiar a construção de políticas que atendam aos diversos gêneros em todo o território da Bahia e será realizada através de convênio firmado entre a Secretaria de Cultura do Estado, Ministério da Cultura – MinC e SEBRAE.

Após a publicação da pesquisa, o Governo vai utilizar este diagnóstico para aprimorar as políticas públicas para o setor e a formulação de novas estratégias de fomento. “É de suma importância o levantamento de dados consistentes sobre a economia da cultura no estado para a boa construção de políticas públicas. Já realizamos estudos sobre o carnaval de Salvador e sobre o Audiovisual no estado. É natural que a próxima área seja a música, que movimenta desde o segmento axé-pagode durante todo o ano, todo o mercado ligado às festas juninas, a forte música independente do estado e a rede de filarmônicas” afirma o superintendente Carlos Paiva.

A inscrição para o Seminário é gratuita e deve ser feita através do email: economiadamusica2010@gmail.com, com dados sobre o participante (nome, CPF e/ou CNPJ da instituição, endereço e telefone para contato).

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