Presidente Lula: Esse é o papel do Estado, interferir em benefício do País

Lula: Quem for eleito, vai governar este país. E a Dilma tem que criar o estilo dela, a cara dela e fazer as coisas dela.Lula: Quem for eleito, vai governar este país. E a Dilma tem que criar o estilo dela, a cara dela e fazer as coisas dela.
Lula: Quem for eleito, vai governar este país. E a Dilma tem que criar o estilo dela, a cara dela e fazer as coisas dela.

Lula: Quem for eleito, vai governar este país. E a Dilma tem que criar o estilo dela, a cara dela e fazer as coisas dela.

Não existe meio de se melhorar a vida do povo brasileiro sem aumentar o papel do Estado. E esse papel é o de induzir e provocar investimentos no País, discutir com empresários como e onde fazer esses investimentos.

Em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo, publicada nesta sexta-feira, o presidente Lula defendeu a tese do governo regulador e fiscalizador, com força para tomar medidas que possam dar ao País a força necessária para enfrentar momentos de crise, como a que ocorreu no ano passado. Foram os investimentos públicos como os promovidos pelo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), lembrou o presidente, que ajudaram o Brasil a ser o último a entrar na crise econômica mundial e o primeiro a sair.

Lula afirmou não ter vergonha de andar pelo mundo pedindo investimentos para o Brasil e provocando as empresas brasileiras a virarem multinacionais.

“Esse é o papel do governo: ser um indutor do desenvolvimento”, afirmou.

Sobre o legado que está deixando para o futuro, Lula afirmou que é a “mudança de paradigma”. Os próximos presidentes terão que pelo menos tentar fazer mais do que ele, porque o parâmetro hoje é outro:

Veja que coisa fantástica: o cara que veste a camisa do Pelé, ele pode não jogar igual ao Pelé, mas ele sempre vai ter um esforço tremendo para fazer. E eu acho que as pessoas que vêm, que vão disputar as eleições, todo mundo é muito inteligente, muito competente, eles vão ter um paradigma. A quantidade de escola é outra, o investimento na escola é outro, o investimento na saúde é outro.

Ouça aqui o áudio da entrevista, que durou pouco mais de uma hora e meia:

Para ler a transcrição da entrevista, clique aqui.

Sobre as críticas de que o Estado brasileiro tem aumentado demasiadamente, Lula afirmou que para dar um atendimento de qualidade à população, é preciso contratar funcionários, e que isso é feito em menor escala no governo federal do que nos governos estaduais:

Você sabe quantos professores nós temos que contratar, para melhorar a educação? Você sabe quantos assistentes? Ou seja, nós tivemos que contratar 15 mil novos professores, porque nós estamos fazendo muitas escolas, estamos fazendo… Sabe, ou você contrata, ou não trabalha. (…) Vou contar para você o que é inchaço da máquina. Por cada 100 mil habitantes, o governo federal tem 11 cargos comissionados. O governo de São Paulo tem 31, e a prefeitura de São Paulo tem 45.

O presidente Lula falou também da confiança que tem na ministra Dilma Roussef (Casa Civil) e como ela já deu todas as provas de que está preparada para sucedê-lo na Presidência da República. Segundo Lula, Dilma mostrou dedicação, inteligência e capacidade de trabalho, tanto no Ministério de Minas e Energia quanto na Casa Civil. Ajudou a governar o País e se transformou “na grande coordenadora das politicas de governo”.

Então, foi quase uma coisa natural a indicação da Dilma, foi quase uma coisa natural. Não houve necessidade de um esforço muito grande, ou seja, eu tinha dentro do governo alguém que eu considerava mais capaz do que qualquer outra pessoa, não apenas para ajudar a gerenciar o governo, mas para disputar uma eleição e cumprir um programa e governar, para fazer as coisas corretamente. (…) Eu estou absolutamente convencido de que a Dilma é, hoje, a pessoa mais preparada, tanto do ponto de vista de conhecimento do Brasil, quanto do ponto de vista da capacidade de gerenciamento do Brasil.

Lula negou que esteja desrespeitando a Lei Eleitoral, porque está no seu direito de visitar e inaugurar obras. Da mesma forma que a oposição está no direito de reclamar.

Então, se alguém disser: “O Lula está viajando, é eleitoreiro”. Meu caro, então, pressupõe-se que o presidente da República deva ser colocado em uma redoma de vidro no dia 1º de janeiro, quando ele toma posse, até o final do mandato. Porque neste país, você no primeiro ano não governa, porque você pega o orçamento do governo anterior; no segundo ano você tem eleições para prefeitura, e você não pode fazer nada; seis meses, a partir de julho, você não pode fazer nenhum convênio, então você perde seis meses no ano; no ano seguinte você governa bem, e no último ano você não pode governar porque tem eleição.

Sobre a tese de que a escolha da ministra Dilma para ser candidata se deve à vontade do presidente de voltar à Presidência em 2014, Lula afirmou que só quem não conhece o comportamento das mulheres e somente quem não conhece a Dilma é que pode falar “uma heresia dessas”. Disse que não pensa em voltar em 2014:

Ora, meu Deus do céu, porque todo mundo tem personalidade, ninguém aceita ser “vaca de presépio” e muito menos eu iria escolher uma pessoa para ser “vaca de presépio”. Não faz parte da minha vida nem no PT, nem na CUT, não faz parte da minha vida. Eu já tive a graça de Deus de governar este país por oito anos. A minha tese é a seguinte: rei morto, rei posto.

Quem for eleito, vai governar este país. E a Dilma tem que criar o estilo dela, a cara dela e fazer as coisas dela. E a mim cabe, como torcedor da arquibancada, ficar batendo palmas para os acertos dela e torcendo para que dê certo, que faça o melhor. Não existe essa hipótese.

Olhe, olhe, toda vez… eu acompanho muito o processo eleitoral, eu não sou cientista político, mas me interesso muito por política. Eu fico só mapeando a coisas, o que acontece nos outros anos. Todo político que tentou eleger alguém manipulado, quebrou a cara. Você pode pegar a história de Jânio, e de Quércia e Fleury, você pode pegar Jânio e Carvalho Pinto.. você pode pegar, você vai pegando. Não existe essa hipótese, não existe.

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