Escaneador passivo permite revistar pessoas sem seu conhecimento

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O aparelho desenvolvido pelo Instituto Fraunhofer escaneia a distância indivíduos em movimento em meio a uma multidão. Tecnologia pode ser usada em lugares públicos às escondidas, além de ser útil para fins militares.

Como uma câmera de vigilância de circuito interno, o escaneador passivo desenvolvido pelo Instituto Fraunhofer poderia ser instalado no teto de aeroportos, sem chamar muito a atenção. A diferença é que essa nova câmera não tem sensor ótico, mas uma tecnologia distinta.

Helmut Essen, pesquisador do Instituto Fraunhofer, explica que o aparelho é capaz de captar e analisar as ondas de calor emitidas pelo corpo humano. Assim como uma câmera de vídeo convencional, o aparelho também pode ter o foco ajustado – o zoom permite observar em detalhe um indivíduo isolado ou uma aglomeração de pessoas.

Essen destaca que o equipamento pode escanear corpos em movimento, permitindo a identificação de suspeitos a distância. Não é preciso se aproximar da pessoa para revistá-la, um método de segurança denominado stand off detection.

Imagens que não constrangem

No monitor, é possível visualizar um esboço do indivíduo. As pessoas são representadas como silhuetas escuras, e apenas a expressão facial pode ser reconhecida. O equipamento não mostra a pele, nem as partes íntimas da pessoa focalizada.

“Depois de uma certa experiência, é possível reconhecer uma jaqueta, dá para dintinguir um zíper, ou algo metálico. Mas também é possível ver, por exemplo, uma pistola dentro de uma bolsa. Também dá pra reconhecer explosivos, ainda que bem rentes ao corpo. O sistema também distingue diferentes camadas de roupas”, esclarece Dennis Note, pesquisador do Fraunhofer.

A tecnologia do escaneador de corpo é relativamente simples: o aparelho registra microondas que não podem ser vistas a olho nu. Assim como a luz, as microondas emitidas pelo corpo humano refletem, podendo ser captadas por uma câmera.

Se uma pessoa carrega uma arma, por exemplo, o objeto interposto entre a pele e o escaneador impede o registro das ondas emitidas pelo corpo naquela superfície de contato, formando uma sombra identificável.

Uso policial e militar

O aparelho pode ser empregado em qualquer lugar público, como aeroportos, estações de trem ou estádios de futebol. Além disso, o escâner passivo também pode ser usado para fins militares, algo que, na opinião de Helmut Essen, virá a acontecer nos próximos três anos.

“Temos um projeto já em andamento conhecido como hotel de segurança”, equipado com os mais diversos aparelhos, inclusive o escaneador passivo. O pesquisador ressalta que a mesma técnica pode ser usada em ações militares no Afeganistão, por exemplo, para identificar pessoas armadas.

A maior vantagem do equipamento é que ele pode ser usado a grande distância, e pode ser combinado com os escaneadores já existentes. Helmut Essen revela que está desenvolvendo experimentos para integrar o escaneador de corpo com um radar, algo que reduziria os custos de produção do aparelho.

A combinação dessas tecnologias, segundo o pesquisador, permite a obtenção de informações mais precisas. “Acima de tudo, somos flexíveis e discretos, podendo esconder os equipamentos atrás de paredes e tetos, sem que o passageiro note”, finaliza Essen.

*Com informações de Deutsche Welle

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