Eleições 2010: Ciro Gomes, a sucessão presidencial e os reflexos na política estadual e local

Ciro Gomes: Não estou de acordo com o resultado da colisão PT-PMDB. A moral dessa aliança é frouxa, é um roçado de escândalos já semeados. Amanhã, pode nos deixar com a brocha na mão.
Ciro Gomes: Não estou de acordo com o resultado da colisão PT-PMDB. A moral dessa aliança é frouxa, é um roçado de escândalos já semeados. Amanhã, pode nos deixar com a brocha na mão.
Ciro Gomes: Não estou de acordo com o resultado da colisão PT-PMDB. A moral dessa aliança é frouxa, é um roçado de escândalos já semeados. Amanhã, pode nos deixar com a brocha na mão.
Ciro Gomes: Não estou de acordo com o resultado da colisão PT-PMDB. A moral dessa aliança é frouxa, é um roçado de escândalos já semeados. Amanhã, pode nos deixar com a brocha na mão.

Está semana um fator novo no quadro sucessório para presidente da república foi apresentado. Ciro Gomes, após transferir seu domicílio eleitoral para São Paulo, declarou o desejo de candidatar-se à presidência da república e detratou a aliança PT/PMDB. Acusando-a de esdrúxula e chamando o presidente da Câmara Federal, Michel Temer, de manipulador e responsável pela paralisia legislativa.

Em recente entrevista ao jornal Estadão, Ciro expõe os motivos, e disse que o seu partido (PSB) encontra-se fortalecido o suficiente para lançá-lo candidato à presidência. Com possibilidade de bons palanques em todos os estados.

Na Bahia, o partido é liderado por Lídice da Mata, ex-prefeita de Salvador, atual deputada federal e presidente do PSB Estadual. Seus movimentos ensejam o desejo de candidatar-se a uma vaga ao Senado na chapa majoritária liderada por Jaques Wagner. Caso confirmada a candidatura de Ciro Gomes, ela será obrigada a lançar-se candidata ao governo e montar um palanque para Ciro.

Neste ponto, sua densidade política é baixíssima e os níveis de rejeição elevados, face ao trabalho medíocre realizado frente à prefeitura de Salvador. Ciro, na Bahia, não terá um palanque forte. Em âmbito nacional, não terá tempo de televisão suficiente para apresentar as suas propostas, pois o seu partido não deve atrair legendas que contem com número de deputado suficiente para determinar um tempo significativo no horário eleitoral.

Outro ponto, é que com a saída da insistente Lídice da Mata, de seu pé, Jaques Wagner poderá celebrar uma aliança com Otto Alencar e César Borges ao senado federal. Abrindo uma chapa puro-sangue para vice. Corretes dentro do PT ficariam plenamente satisfeitas caso fosse o ex-governador Waldir Pires, o nome escolhido a compor com Wagner, outra opção é o atual secretário e deputado federal licenciado, Walter Pinheiro.

Nos bastidores, comenta-se que César Borges teria firmado uma aliança com Wagner, e o anúncio será feito logo após o carnaval. Nos Democratas esta aliança de Borges e PT, levaria o atual senador ACM Junior a testar o espólio político do seu pai, no processo eleitoral de 2010.

Em Feira de Santana, o vereador Roberto Tourinho representa o PSB. Ele não morre de amores por Jaques Wagner, deseja sair candidato a Deputado Estadual e tem compromisso firmado com o deputado Federal Sérgio Carneiro (PT). Ficará na incomoda posição de apoiar um candidato que não pertença ao seu grupo partidário.

O PT reage

Petistas ameaçam romper com Cid Gomes No Ceará, vários petistas já ameaçam retirar apoio à reeleição do governador Cid Gomes (PSB), irmão de Ciro. No Rio Grande do Norte, a governadora Wilma Faria (PSB) quer fechar aliança com o PT para disputar uma vaga para o Senado. E, em Sergipe, o senador Antonio Carlos Valadares (PSB) deseja tentar a reeleição com o apoio do governador Marcelo Déda (PT-SE). O PT ameaça dificultar até mesmo alianças para as eleições proporcionais, o que prejudicaria a eleição de deputados federais pelo PSB.

Dilma Rousseff

Pré-candidata do PT à presidência de Rapública, ministra Dilma Rousseff (Casa Civil), fez muitos elogios ao parlamentar e disse que gostaria de estar sempre no mesmo palanque que ele. Ela lembrou, no entanto, que uma possível desistência de Ciro cabe exclusivamente ao deputado. “Tenho uma relação muito forte com o deputado Ciro Gomes. Convivi diariamente com ele no primeiro governo. É uma pessoa leal, correta, inteligente, capaz. Gostaria sempre de estar em palanque com ele, mas é uma decisão que não é minha”, afirmou.

Trechos da entrevista de Ciro Gomes ao Estadão

Derrotado duas vezes na corrida presidencial (1998 e 2002), Ciro garantiu que só deixará de ser candidato ao Planalto se seu partido assim quiser. Disse que não será candidato ao governo de São Paulo e considerou “golpistas” as articulações do ex-ministro José Dirceu na promoção de alianças estaduais. Ex-ministro de Lula, Ciro qualificou como “frouxa” a coalizão PMDB-PT em torno da candidatura Dilma.

“Mantenho minha candidatura. Pretendo ser candidato à Presidência para explorar ao máximo a complexidade e a riqueza do sistema de dois turnos. Minha intenção é ser candidato para valorizar e proteger o cidadão brasileiro do malefício que é a volta ao passado. Só eu posso sinalizar para o futuro. Vou conservar o rumo extraordinário que o Lula iniciou no País. Só eu posso fazer a justa transição com a necessária e indispensável dose de renovação no País.

Pela minha circunstância política. Sou aliado do Lula nas horas críticas. Sou aliado dele desde 1989, fui em 2002 e depois participei do governo dele.

Não sou do PT. É naturalíssimo que ele opte por um candidato do partido dele.

Não converso com o presidente Lula pelos jornais. Não recebo recados. Há uma divergência de opinião. Lula respeita a minha candidatura. Mas sem obsessão, ele acha que a melhor tática seria reunir as nossas forças em um embate plebiscitário.

Não trato o Lula como um mito. Trato como líder político. O Lula me fez um apelo para transferir o título para São Paulo. Alegou que isso ajudaria a arrumar o quadro lá. Não sou candidato ao governo de São Paulo e falei isso para o Lula. Mantenho a minha candidatura à Presidência da República.

Não estou de acordo com o resultado da colisão PT-PMDB. A moral dessa aliança é frouxa, é um roçado de escândalos já semeados. Amanhã, pode nos deixar com a brocha na mão.

O PSDB e o PT querem que eu retire a minha candidatura. Algum dos dois está errado. A única pessoa que está certa de querer tirar a minha candidatura é o Serra. Significa que o santo Lula nesse assunto está errado.

Nunca tive tanta força como tenho agora. Estamos mais bem situados nos Estados do que o PT. É só dar uma olhada. Agora eu estou no céu. Tenho três governadores aliados, tenho base no Brasil inteiro. Problema de aliança quem tem é o PT. O PSB só tem problemas em Sergipe e no Rio Grande do Norte. O PT está pedindo que eu seja candidato ao governo de São Paulo. Quem está forte mesmo?

Pode escrever aí: Ciro Gomes não concorda com a articulação do Zé Dirceu, do PT. Isso é coisa golpista.

Não vou explicar isso… Quando Lula foi acusado de tráfico de influência, o Zé Dirceu era presidente do PT e abriu inquérito contra Lula na comissão de ética do partido para apurar as relações dele com o compadre Roberto Teixeira. Ele quis acabar com o Lula lá atrás. O Zé Dirceu estava decidido a destruir o Lula, era um trabalho para liquidar o Lula.

Eu vou tentar trazer os outros partidos para a minha candidatura.

Se não quiser, estou feliz da vida. Fim de papo. Paro um pouco. Não vou ser candidato a deputado, não tenho pretensão de ser governador de São Paulo. Para mim, a política não é um meio de vida.”

Do líder do PSB

Senador Renato Casagrande: Temos que considerar que a candidatura de Ciro ajuda a imagem do PSB. Se o PT deseja fazer alguma proposta, vamos analisar. Apesar de o PT já ter definido uma aliança preferencial com o PMDB.

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