Câncer no Brasil e no mundo

Mais de 12 milhões de pessoas são diagnosticadas com câncer todos os anos. A doença mata mais do que a Aids, a malária e a tuberculose juntas, segundo a Organização Mundial da Saúde, OMS.

O diretor geral do Instituto Nacional de Câncer do Brasil, Inca, Luiz Antonio Santini, disse à Rádio ONU, do Rio de Janeiro, que trata-se de uma questão de saúde pública global.

“O câncer é hoje um grande problema de saúde pública com grande impacto, principalmente por causa do envelhecimento da população a nível mundial, mas em especial nos países mais pobres. Isso tem um impacto muito grande do ponto de vista da mortalidade, e sobre os serviços de saúde”, afirmou.

Prevenção

Em 4 de fevereiro, data em que se comemora o Dia Mundial de Combate ao Câncer, a OMS alerta para um fator fundamental: a prevenção.

Segundo a agência da ONU dois em cada cinco casos poderiam ser evitados se algumas medidas para limitar o aparecimento da doença fossem tomadas.

Ações como a diminuição do consumo de álcool, a pouca exposição ao sol, a manutenção de peso saudável e a interrupção do uso do tabaco são fundamentais, como explicou Santini.

“Uma das campanhas de saúde pública de maior êxito no mundo e no Brasil, uma campanha com excelentes resultados é a campanha de tabagista. A prevalência de tabagismo no Brasil caiu em 47% ao longo dos últimos 18 anos e isso já teve impacto na redução do câncer de pulmão em homens”, disse.

Luiz Antonio Santini afirmou ainda que várias doenças infecciosas estão relacionadas ao câncer, como hepatite, ligada ao tumor de fígado, e HPV, que é a sigla em inglês para papiloma vírus humano, capaz de provocar lesões de pele ou mucosa, associado ao câncer de colo de útero.

Colo de útero

Foi por isso que a dentista Ana Cristina Navarro, de São Paulo, decidiu vacinar a filha Giovanna, de 9 anos, contra o HPV.

“Para prevenir que ela não tenha um câncer futuramente. A gente não tem nenhum caso na família, mas fui ao pediatra dela e ele me alertou que era muito importante tomar essa vacina e eu levei ela para tomar. E para mim, faço exames de rotina todos os anos, como o papanicolau anualmente”, explicou.

O diretor do Inca disse que a eficácia da vacina contra o HPV já está cientificamente comprovada.

“O problema com a vacina hoje é a capacidade dos países pagarem a vacina porque ela é muito cara para ser utilizada largamente”.

Dados do Inca divulgados com apoio da Organização Pan-Americana da Saúde, Opas, revelam ainda que 19% dos casos de câncer no Brasil poderiam ser prevenidos com combate à obesidade.

Obesidade

“Alimentação adequada pode prevenir câncer de duas maneiras principais. A primeira pela redução da ingestão das coisas que sabemos que tem relação de risco com câncer, por exemplo, álcool e gordura. A alimentação também pode ser um fator de proteção em relação a alguns outros tipos de câncer”, afirmou.

A pesquisa do Inca mostra que 63% dos casos de câncer de boca, faringe e laringe, 60% dos tumores de esôfago e 41% de estômago também poderiam ser evitados no Brasil com a combinação entre alimentação adequada e exercícios físicos.

*Com informações  da Rádio ONU

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Redação do Jornal Grande Bahia
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