As drogas estão pulverizadas em Feira | Por Carlos Lima

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O ecstasy está na praça

No programa Jornal da Povo do dia 9 de fevereiro de 2010, entrevistamos o delegado da DTE (Delegacia de Tóxicos e Entorpecentes de Feira de Santana), Alexandre Narita, e soubemos que a comercialização de drogas em nosso município está pulverizado. O principal motivo desse varejo foi à prisão dos principais traficantes da cidade. A conseqüência maior é o aumento de dificuldade na apreensão de drogas e dos seus distribuidores e o aumento de pontos de venda, além da fácil cooptação de menores pra distribuição e uso.

Diante dessa situação, colocamos como informação para as famílias feirenses, que atualmente existe teste seguro de consumo de drogas, que os pais podem fazer em seus filhos sem que eles desconfiem.

O teste é baseado na análise de uma pequena amostra de cabelos ou pêlos e checa de uma só vez o consumo de 12 drogas nos últimos 90 dias, avaliando ainda o consumo de drogas consideradas de levíssimo a pesadíssimo.

Outra droga que já chegou a Feira de Santana e que deve ser uma preocupação a mais para as famílias e para a polícia, na área de repressão as drogas e entorpecentes, diz respeito ao uso de ecstasy, que vem sendo praticado na cidade, associando-se ao uso de outras drogas, como: Maconha, Crack e Cocaína.

As anfetaminas são substâncias sintéticas, fabricadas em laboratório. Existem várias drogas sintéticas que pertencem ao grupo das anfetaminas e cada uma delas pode ser comercializada sob a forma de remédio por vários laboratórios e com diferentes nomes de fantasia. Pessoas consideradas importantes também estão fazendo uso dessas drogas. É estarrecedor a quantidade de drogas que estão sendo consumido, o número de usuários (viciados) tem aumentado de forma assustadora e a violência caminha permanentemente ao seu lado.

“O Metileno Dioxo Met Anfetamina (MDMA), conhecido popularmente como ecstasy, foi sintetizado e patenteado por Merck em 1914, inicialmente como moderador de apetite. Além de seu efeito alucinógeno, caracterizado por alterações na percepção do tempo, diminuição da sensação de medo, ataques de pânico, psicoses e alucinações visuais, provoca efeitos estimulantes como o aumento da freqüência cardíaca e da pressão arterial, boca seca, náusea, sudorose e euforia. Além de produzir alucinações, a droga também pode produzir um estado de excitação, o que é duplamente perigoso”.

Cada comprimido do ecstasy é comercializado por até R$ 60. Mesmo não sendo uma droga tão difundida na cidade como a maconha, o crack e a cocaína, ela vem sendo usada predominantemente pela classe média, média alta e alta de Feira de Santana.

Por ser uma droga cara é utilizada geralmente em festas, dificilmente o ecstasy é encontrado pela polícia. Acredita-se que o avanço da droga na cidade já é um fato consumado. Mesmo sem denúncias formais, acreditamos ser preciso investigar para não deixar que o ecstasy fique comum como outras drogas.

“Segundo dados do site do Centro Brasileiro de Informações sobre Drogas Psicotrópicas, órgão vinculado ao Departamento de Psicobiologia da Universidade Federal de São Paulo, a pessoa que toma anfetaminas é capaz de executar uma atividade qualquer por mais tempo, sentindo menos cansaço. Por outro lado, esta canseira só aparece horas mais tarde, quando a droga já se foi do organismo”.

“O pior é que a pessoa, ao parar de tomar, sente uma grande falta de energia e fica deprimida, deixando de realizar as tarefas que normalmente faz. Quando o ecstasy é continuamente tomado por uma pessoa, com o tempo, ela começa a perceber que a droga faz, a cada dia, menos efeito. Este é o fenômeno de tolerância, ou seja, o organismo acaba por se acostumar ou ficar tolerante à droga”. Pode-se afirmar que esse é o caminho do fim.

 

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