Arruda se entrega à polícia e procurador pede intervenção no DF

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O governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda, decidiu se entregar à polícia nesta quinta-feira, momentos depois de sua prisão ser decretada pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ).

Arruda, suspeito de envolvimento em um suposto esquema de corrupção no Distrito Federal que veio à tona em novembro passado, chegou à Superintendência da Polícia Federal, em Brasília, escoltado por seguranças e seis veículos.

Por 14 votos a dois, os ministros da Corte Especial do STJ decidiram decretar a prisão e determinar seu afastamento do cargo por entender que o governador, em liberdade, pode obstruir a investigação do caso.

Também na tarde desta quinta-feira, o procurador-geral da República, Roberto Gurgel, informou que encaminharia ainda hoje ao STF (Supremo Tribunal Federal) um pedido de intervenção no Distrito Federal, o que pode resultar no afastamento de toda administração Arruda.

Licença

A decisão do STJ foi tomada depois que novos vídeos divulgados pela Polícia Federal colocaram Arruda sob suspeita de subornar uma das testemunhas, o jornalista Edson Sombra.

Os advogados de defesa do governador já entraram com um pedido de habeas corpus no STF, que será analisado pelo ministro Marco Aurélio Mello.

Além de Arruda, outras cinco pessoas com suposto envolvimento no escândalo tiveram prisão preventiva decretada.

Com o afastamento de Arruda, o posto passa a ser ocupado pelo vice, o empresário Paulo Octávio.

No entanto, Paulo Octávio também é citado no inquérito que investiga um suposto esquema de corrupção na capital do país.

Deputado do PT-DF diz que prisão de Arruda daria andamento ao impeachment

O deputado distrital, Cabo Patrício (PT), disse há pouco que a prisão do governador José Roberto Arruda (sem partido) significaria o andamento das investigações sobre o suposto esquema de corrupção no governo local, que seria chefiado pelo governador. Segundo o parlamentar, as investigações estão paradas porque Arruda tem se articulado para impedí-las.

O ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Fernando Gonçalves, relator do inquérito da Operação Caixa de Pandora, decidiu pela decretação da prisão do governador pela tentativa de suborno do jornalista Edson Sombra, testemunha do caso. O ministro acatou o pedido da subprocuradora da República, Raquel Dodge. A Corte Especial do STJ está reunida para decidir se acata ou rejeita a decisão de Gonçalves.

“O Judiciário tem feito o seu papel. A Câmara Legislativa não. Espero que os parlamentares se sensibilizem e façam o impeachment do governador”, afirmou Patrício. Estão parados na Casa três pedidos de impeachment do governador.

O deputado Paulo Roriz (DEM), que deixou nos últimos dias a Secretaria de Habitação do governo Arruda para retornar à Câmara, não quis comentar a prisão preventiva do governador, alegando não saber quais são os motivos do pedido.

*Com informações da BBC Brasil

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