Alvaro Dias critica números divulgados por Lula e acusa governo de mistificação de dados

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O senador Alvaro Dias (PSDB-PR) rebateu, em discurso nesta quinta-feira (18/02/2010), números apresentados pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva nos últimos meses sobre políticas públicas do governo. O senador acusou o governo de “mistificação de dados” e de usar “a mentira e a manipulação” como estratégia para “angariar popularidade”.

O senador leu trecho de artigo publicado no jornal Folha de S. Paulo, na terça-feira (18), de autoria do jornalista Gustavo Patu, que, segundo disse, sintetiza “com propriedade a tendência à mistificação do PT”.

Alvaro Dias disse que a sociedade deveria estar atenta ao uso eleitoral que o governo faz da chamada “propaganda subliminar”. Na sua avaliação, as consequências dessa propaganda são devastadoras, pois levam as pessoas a acreditarem em “verdades plantadas” como se fossem realidade.

– Temos de denunciar essa falta de respeito com a população. É um ano eleitoral, e nós temos de encontrar, nas janelas das mentiras, algumas verdades -propôs.

Números inconsistentes

Alvaro Dias criticou discurso recente de Lula em que o presidente teria afirmado que, torneiro mecânico, foi quem mais criou universidades no país.

– Essa afirmação é emblemática e demonstra o uso recorrente de números de consistência duvidosa. Das 13 universidades contabilizadas como novas pelo presidente da República, nove são mero resultado de fusão, desmembramento ou ampliação de instituições federais de ensino superior, inauguradas anteriormente – explicou.

Alvaro Dias também rebateu a informação de que o governo Lula foi o que mais investiu em saneamento. Conforme o senador, os gastos efetivos do governo são “muito inferiores” ao definido no Orçamento da União e não ultrapassam 0,23% do Produto Interno Bruto (PIB) de 2001.

O parlamentar condenou o excesso de expectativa criada nas famílias brasileiras de baixa renda com o anúncio do programa habitacional do governo Minha Casa, Minha Vida, destinado à faixa populacional de zero a dez salários mínimos. Além de ter entregado somente 247.950 unidades de um milhão prometidas, disse, o governo teria focado o programa na população com renda acima de três salários mínimos, quando 90% do déficit habitacional do país atinge famílias abaixo desta faixa.

Alvaro Dias voltou censurar o governo pela inconsistência do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), pela falta de investimentos em logística e infraestrutura. Segundo o senador, enquanto seriam necessários US$ 30 bilhões para colocar o Brasil na rota do crescimento econômico, o governo Lula não teria chegado à metade desse total. O senador disse ainda que o Brasil só não sofreu um “apagão logístico” porque não cresceu a taxas semelhantes aos demais países emergentes, antes da crise econômica mundial de 2008.

Redação do Jornal Grande Bahia
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