A ONU precisa cumprir o papel de liderança mundial

Presidente Lula discursa durante encerramento de reunião em Cancún, México.Presidente Lula discursa durante encerramento de reunião em Cancún, México. Foto: Ricardo Stuckert/PR


Presidente Lula discursa durante encerramento de reunião em Cancún, México. Foto: Ricardo Stuckert/PR

Presidente Lula discursa durante encerramento de reunião em Cancún, México.
Foto: Ricardo Stuckert/PR

O presidente Lula enfatizou, durante discurso de encerramento da sessão plenária da II Cúpula da América Latina e do Caribe sobre Integração e Desenvolvimento (Calc) e XXI Cúpula do Grupo do Rio, em Cancún (México), que a Organização das Nações Unidas (ONU) deveria exercer um papel importante na busca da paz no Oriente Médio. Segundo o presidente brasileiro, o enfraquecimento da ONU interessa a algumas potências mundiais para que mantenham a liderança nos conflitos.

“A ONU deveria ter assumido responsaiblidade de estar negociando a paz no Oriente Médio”, enfatizou. “Esse é um assunto que espero que, em alguma reunião, seja colocado em pauta para a gente discutir”, disse.

Lula também lamentou a falta de entendimento na reunião sobre mudanças climáticas sob liderança da ONU ocorrida em Copenhague (Dinamarca), em dezembro do ano passado, e depositou esperanças de avanços importantes serem obtidos em 2010, quando o assunto estará em debate na Cidade do México. No discurso, o presidente brasileiro contou sobre a reunião ocorrida com a participações de líderes das maiores potênciais mundiais: “Tudo era feito para se negar o protocolo de Quioto e jogasse nas costas da China a responsabilidade do fracasso”. Lula lamentou a “pobreza de espírito” daquela reunião e enfatizou que nem na época da liderança sindical no Brasil presenciou chefes de Estado e de governos debatendo questões menores que ele classificou que “parágrafos”.

O presidente enfatizou que a conta dos danos causados ao clima do planeta deve ser paga pelas grandes potências que poluiem há mais de 200 anos. Porém, muitos países agem como se estivessem prestando um favor. Ele atribuiu ao fato de não ter sido fechado um acordo em Copenhague “porque não tinha organização não tinha coordenação”.

A devastação no Haiti em função de terremoto foi outro assunto abordado pelo presidente Lula no pronunciamento. Segundo o presidente do Brasil é importante que os países da América Latina e Caribe apoiem a reconstrução daquele países. Lula frisou que as decisões tiradas nas duas cúpulas podem ser consideradas poucas, mas defendeu a necesssidade de “sermos mais solidários ao Haiti” e fortalecer o governo do Haiti eleito de forma democrática. Lula enfatizou ser importante assegurar a legitimidade do governo de René Prevál, presidente daquele país, como forma de evitar, no futuro, interferência de outros países. Ele também lamentou as mortes de cidadãos brasileiros.

Mostrando-se um líder otimista, Lula diz esperar o surgimento de um governo que acabe com o bloqueio econômico a Cuba. Segundo ele, a questão deve ser tratada com mais frequência nas futuras reuniões dos governantes das cúpulas Calc e Grupo do Rio. Para o presidente, isso deve ser parte do cotidiano dos países. “Só teremos chances de desenvolvermos e crescermos economicamente se tivermos paz e tranquilidade. Por isso, essa criação da comunidade latinoamericana e caribenha. Dessa forma, companheiros, quero dizer para vocês que isso é gratificante. Não esperava que chegásssemos tão rápido. Isso me motiva a dizer a todos vocês que não há razão para sermos pessimistas. Olha o que era o nosso continente há 10 ou 20 anos atrás para dizer que avançamos de forma extraordinária. Não resolvemos todos os problemas sociais mais concretizamos a democracia”, afirmou.

Lula tocou também na questão de Honduras. “A gente não pode aceitar, nem por brincadeira, que essa experiência de juntas militares prevaleçam na América Latina e Caribe”, disse. Ao término do pronunciamento, o presidente Lula agradeceu ao presidente do México, Felipe Calderón, pela realização da conferência. Depois da reunião, o Brasil buscou um encontro bilateral com o México. O objetivo é fortalecer as bases para a construção de um compelxo petroquímico com a participação do conglomerado brasileiro Brasken. Estão previstos investimentos de US$ 2,5 bilhões.

Ainda hoje, o presidente Lula segue viagem para Cuba. Amanhã, a comitiva brasileira inicia uma série de compromissos naquele país. No dia seguinte, Lula visita o Haiti e conclui o périplo pela América Central e Caribe na próxima sexta-feira, em El Salvador, onde acontece reuniões políticas e econômicas.

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Redação do Jornal Grande Bahia
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