Falha de controle em Munique reabre debate sobre segurança em aeroportos alemães

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O Jornal Grande Bahia (JGB) é um site de notícias com publicações que abrangem as Regiões Metropolitanas de Feira de Santana e Salvador, dirigido e editado pelo jornalista e cientista social Carlos Augusto.
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Ministro do Interior qualifica o incidente de sério e ordena investigação detalhada. Polícia reclama de pressão no trabalho e baixos salários. Mais de 24 horas depois, o suspeito ainda não foi identificado.

A recente falha no controle de passageiros no Aeroporto de Munique, o segundo maior da Alemanha, desencadeou nesta quinta-feira (21/01/2010) um novo debate sobre a segurança nos aeroportos alemães.

O ministro alemão do Interior, Thomas de Maizière, disse que leva o incidente muito a sério. “Determinei que todas as circunstâncias desse caso sejam detalhadamente investigadas com todos os envolvidos”, declarou à rádio Deutschlandfunk.

O ministro também resgatou o tema do uso de escaneadores em aeroportos. Segundo ele, uma ideia avaliada pelo governo alemão é dar ao passageiro a opção entre submeter-se a um controle mais rápido por escaneador ou a uma revista mais demorada feita por funcionários da segurança.

Já o Sindicato da Polícia (GdP, na sigla em alemão) criticou as condições de trabalho dos funcionários que controlam a segurança nos aeroportos, afirmando que eles trabalham sob constante pressão e são mal pagos.

O presidente do sindicato, Josef Scheuring, declarou ao canal de televisão N24 que as condições de trabalho se tornaram cada vez piores nos últimos anos. “Hoje temos a seguinte situação: salários de 7,50 ou até 10, 11 euros por hora – absolutamente baixos – e uma tremenda pressão sobre os funcionários.”

Mas o governo da Alta Baviera, responsável pelo controle do aeroporto, declarou que a empresa SGM, que faz a segurança no Aeroporto de Munique, é de propriedade do estado da Baviera e que os funcionários são pagos de acordo com a tarifa do funcionalismo público, mais elevada.

Suspeito ainda não identificado

Na quarta-feira, a Polícia Federal da Alemanha fechou parte do Terminal 2 do Aeroporto de Munique por cerca de três horas, após o alarme do sistema de detecção de explosivos ter soado durante o controle de um laptop. O atraso ou mesmo o cancelamento de voos prejudicaram cerca de 12 mil passageiros.

Mais de 24 horas depois de ocorrido o incidente, algumas questões ainda continuavam sem resposta. A polícia não conseguiu identificar o passageiro que portava o laptop e não sabe se de fato havia explosivos no computador. Também não se sabe para onde o suspeito foi.

O mais provável, admite a polícia, é que se trate de um passageiro atrasado que nem mesmo se deu conta do problema que causou. O alarme pode ter soado por causa de um perfume, diz a polícia, e não necessariamente por causa de explosivos.

Dois erros de segurança

O homem, de aproximadamente 50 anos e que não falava alemão, passou pelo controle de segurança às 14h38. O suspeito foi descrito pela polícia como sendo “o típico homem de negócios atrasado para pegar um voo”.

Ele teria perguntado em inglês sobre um voo e conversado com outro passageiro, enquanto vestia seu paletó e cachecol, após o controle. Então ele pegou o laptop e saiu “caminhando tranquilamente”, segundo o presidente regional da Alta Baviera, Christoph Hillenbrand.

Nesse momento teria ocorrido a primeira falha de segurança. A funcionária que controlava o sistema de raio-X encarregou um colega de inspecionar o laptop, o que está de acordo com as normas de segurança. Mas enquanto este preparava uma substância química para o teste, a funcionária continuou operando o raio-X – e o passageiro suspeito, deixado livre, simplesmente pegou o computador e foi embora.

O próximo erro da funcionária ocorreu logo em seguida, disse Hillebrand. Em vez de avisar imediatamente a polícia, ela só foi fazê-lo às 14h49, dando tempo de sobra para o suspeito sumir e até mesmo pegar um avião. Às 15h10 a polícia ordenou o fechamento parcial do aeroporto.

*Com informações de Carlos Albuquerque

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