Casal relata dificuldades durante viagem de carro dos EUA ao Brasil

O Jornal Grande Bahia (JGB) é um site de notícias com publicações que abrangem as Regiões Metropolitanas de Feira de Santana e Salvador, dirigido e editado pelo jornalista e cientista social Carlos Augusto.
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Dificuldades marcam aventura de Marilia Müller e Ocimar Coelho, que saíram de Connecticut com destino ao Brasil.

A volta ao Brasil está tendo um gosto de total aventura para um casal que morava em Danbury, Connecticut. Marilia Müller e Ocimar Coelho decidiram voltar de carro para conhecer outros países. Apesar da rica experiência, eles fizeram questão de mostrar também as dificuldades enfrentadas.

Os aventureiros saíram de Danbury no dia 29 de dezembro último com destino a Cabo Frio (RJ). Eles pretendem entrar no Brasil através do estado do Mato Grosso. A previsão de chegada no país é para o final deste mês. Os países já visitados são México, Guatemala, El Salvador, Honduras, Nicarágua, Costa Rica e Panamá. O casal vai passar ainda pela Colômbia, Equador, Peru e Bolívia.

Marilia concedeu a entrevista ao Comunidade News via e-mail. Natural de Petropólis, região serrana do Rio de Janeiro, ela estava nos EUA há quase 17 anos, onde trabalhava no Webster Bank e também tinha uma pequena companhia de limpeza de casas. Ocimar nasceu em Recife (PE) e estava no país há 11 anos e trabalhava com landscaping. Os dois estão acompanhados de 2 pequenos yorkshires, de apenas 6 meses cada um.
A situação dos EUA motivou o casal a voltar para o Brasil. Os dois estão com o status imigratório regularizado, e decidiram esperar até que a crise econômica por aqui melhore.

Segundo Marilia, as dificuldades começaram na fronteira do México com a Guatemala, onde um rapaz de moto, que se identificou como funcionário da aduana, disse que somente ele poderia ajudá-los com a papelada. Os brasileiros acabaram pagando $150 por um serviço que, mais tarde, descobriram que eles mesmos poderiam fazer. “Não é necessário ajuda de ninguém em nenhuma fronteira. Tudo se pode fazer sozinho”, explicou Marilia.

Enfrentando a polícia

Ainda de acordo com a brasileira, o fato de estarem carregando os cachorros torna a espera nas fronteiras mais demorada. Em cada fronteira, segundo Marilia, o casal esperou em média de 3 a 4 horas para ter todos os papéis relativos ao visto, autorização para o carro e para os cachorros. “É necessário ter várias cópias de todos os documentos”.

Em Honduras, uma blitz policial disse que queria revistar todo o carro, mas o fato não agradou o casal porque a carroceria estava cheia e teriam que retirar tudo. Resultado: os policiais pediram dinheiro. O casal inexperiente acabou dando $40 para seguir viagem. Parados em outra barreira por causa dos cachorros, conseguiram enfrentar os policiais e não pagaram nada.

Em outra barreira, os policiais disseram que o casal precisava ter 2 extintores e 2 triângulos. “Estava tão nervosa que logo comecei a chorar e eles nos liberaram”. Marilia e Ocimar foram ainda parados em mais 6 barreiras. Os argumentos foram suficientes para deixar os policiais sem ação. “O que estamos aprendendo é que se você não deve nada, não deve dar dinheiro a ninguém”.

Finalmente no Panamá, onde estão há pouco mais de uma semana, ficaram aguardando o navio para embarcar o carro para a Colômbia. Antes disso, segundo Marilia, foi preciso viajar cerca de 1 hora, do Porto de Cristobal, em Colón, até a cidade do Panamá. “A inspeção só pode ser feita entre 10h e 11h da manhã todos os dias”. O carro foi finalmente embarcado, mas o casal só conseguiu passagem para Cartagena, Colômbia, para a segunda-feira (18). “Bastante cara…quase $300 cada”.

Ainda conforme Marília, o navio com o carro tinha previsão de chegada no domingo (17) ou na segunda-feira pela manhã. Mas o casal teria que esperar até a terça-feira (19) para buscar o veículo. Quando finalmente chegarem ao Brasil, Marilia e Ocimar pretendem morar em Cabo Frio, mas não descartam a possibilidade de ir para Recife.

A mesma aventura já foi enfrentada por Claudemiro Taqueti. Cercado por um grande grupo que faria os serviços de despachante em Honduras, o brasileiro conseguiu se desvencilhar sem pagar um tostão. Mas a maior de todas as dificuldades, segundo Taqueti, aconteceu em relação ao carro: foram sete dias no Panamá para embarcar o veículo em um avião cargueiro, e de um a dois dias para retirá-lo em Caracas, Venezuela.

Para quem quer fazer este tipo de viagem, Taqueti recomenda disciplina e cuidado, principalmente ao escolher um local seguro para dormir. De acordo com o brasileiro, o bairro do hotel onde ficou na Costa Rica aparentava ser perigoso.
A reportagem do Comunidade News continuará em contato com o casal durante a viagem.

*Com informações da Comunidade News

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